Taxa de ocupação de leitos de UTI na Grande São Paulo é de 90,6%

Em três semanas, número de internações, que era de 6.410, teve aumento de 72%, chegando a 10.756; equipe governamental pede para que a população siga as regras sanitárias
Números assustadores de alta são o resultado de duas semanas atrás, quando as pessoas estavam aglomerando, participando de festas, mesmo na fase vermelha (Divulgação/Freepik)

Para diminuir a disseminação da covid-19, o governo do estado de São Paulo pede a todos os cidadãos que sigam as regras sanitárias, utilizando máscaras, higienizando sempre as mãos e, principalmente, não participando de aglomerações. 

O secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, disse ontem (17) em coletiva, que São Paulo vive o momento mais crítico da pandemia. Ele informou que em três semanas, o número de internações, que era de 6.410, teve aumento de 72%, chegando a 10.756. 

“No pico da pandemia, no ano passado, tivemos uma ocupação máxima de leitos de 6.250, hoje temos mais de 10 mil. Precisamos do apoio de toda a população. A pandemia do ano passado, não é a mesma pandemia de hoje em dia. Temos novas variantes do vírus em circulação e pessoas com menos de 50 anos estão sendo as mais atingidas”, declarou.

A taxa de ocupação de leitos de UTI chegou hoje a 89,9% no estado e a 90,6% na Grande São Paulo, mas esses números assustadores são o resultado de duas semanas atrás, quando as pessoas estavam aglomerando, participando de festas, mesmo na fase vermelha. 

Com a decretação da fase emergencial do Plano SP nesta segunda-feira, dia 15 de março, já houve a redução da circulação de pessoas nos transportes públicos de 61%. João Gabardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do novo coronavírus do Governo estadual. questionado sobre novas restrições, respondeu que é preciso aguardar um tempo para ver se as taxas abaixam.

“Nossa intenção com a fase emergencial é diminuir a circulação de quatro milhões de pessoas nas ruas, mas precisamos de algum tempo para observar. Estamos acompanhado de perto as medidas mais eficazes. Nosso plano tem lógica e monitoramento diário.”

Vacina

Embora de forma lenta, devido à falta de um plano eficaz do governo federal, a imunização da população tem avançado em todo o estado e no Brasil, graças à produção da CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan com insumos vindos da China.

No estado, até às 16h50 de hoje, 17 de março, haviam 4.189.851 pessoas vacinadas, sendo 3.040.112 com a primeira dose e 1.149.739 com a segunda.