Sem público, sessão de Barueri tem longos debates e discussão entre vereadores

​Os ânimos estavam quentes e houve até discussão entre os vereadores Allan Miranda (PSDB) e Toninho Furlan (PSDB).
Foto: divulgação

​O combate ao coronavírus na região mudou o cenário das Câmaras da região que adotaram a realização de sessões sem a presença do público.

Em Barueri, a primeira sessão sem a presença da população foi marcada pelo clima quente entre os parlamentares. Os ânimos estavam quentes e houve até discussão entre os vereadores Allan Miranda (PSDB) e Toninho Furlan (PSDB). Ninguém comenta o motivo da discussão, mas após o bate-boca a sessão foi suspensa e os vereadores deixaram o plenário rumo à sala dos parlamentares.

Com as partes supostamente tranquilizadas, os vereadores retornaram ao plenário para discutir os projetos. Dois projetos geraram longos debates. Um deles institui o “Programa Escola Aberta” a ser desenvolvido aos finais de semana, feriados e períodos de férias de autoria do presidente da Câmara, vereador Fabião. A medida foi aprovada, mas gerou grande debate. Segundo o parlamentar, a ideia é que além de merenda, também sejam desenvolvidas ações de cidadania dirigidas às crianças e adolescentes. “Queremos aumentar vínculos entre a comunidade e a escola; reduzir níveis de violência e oferecer atividades de caráter cultural, esportivo, de educação em saúde e de lazer”, defende Fabião que afirma ter conversado com o prefeito Rubens Furlan (PSDB) antes de pautar o projeto para discussão. “Demorei um pouco, pois conversei com o prefeito antes de apresentar a proposta”, completa.

No entanto, a proposta foi questionada por alguns parlamentares, entre eles, o vereador Carlinhos do Açougue. “Esse projeto é inconstitucional. Outro vereador apresentou um projeto semelhante e o jurídico da casa disse que é inconstitucional. Só quero entender como funciona. Nós vereadores não podemos fazer projetos que gerem custos ao Executivo. Então, se esse projeto gera custo, ele é inconstitucional”, questiona.

Na mesma sessão, os vereadores discutiram o Projeto de Lei que prevê o uso de fogos de artifício com ruídos na cidade, de autoria do vereador Wilson Zuffa (Republicanos).

O pedido não chegou a ser votado, pois foi apresentado um pedido solicitando vistas do projeto. Essa é a segunda tentativa de aprovação do projeto. No ano passado, o mesmo vereador apresentou o projeto que acabou rejeitado durante votação no plenário.

“Este projeto de lei é de conhecimento de todos. Ele não proíbe os shows pirotécnicos, mas sim veda o uso dos fogos com barulhos. Estamos falando de autistas, pessoas hospitalizadas, idosos e também os animais. A vida é uma mudança continua e vamos mudar por aqueles que não têm voz para vir aqui e falar sobre isso”, disse Wilson Zuffa, autor da proposta.

Porém, alguns vereadores não concordam com a medida. “Acho que é pouco tempo, respeito a opinião de vocês, mas acho que é pouco tempo para poder prejudicar tanto assim. Por isso, voto contrário, pois acho que não prejudica ninguém, mas sim é um momento de alegria e poder comemorar junto das pessoas que você gosta”, disse Chico Vilela (PTB).


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