Doria pede ao governo federal a exigência do passaporte vacinal para estrangeiros

Ofício foi enviado ao Ministério da Saúde. Se o governo federal negar o pedido, até o dia 15 deste mês, SP adotará a medida, afirmou Doria
Medida solicitada ao ministério da Saúde reforçaria o controle do vírus da covid-19 (Divulgação/Governo de SP)

Durante coletiva realizada na quarta-feira (8), o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou várias medidas de contenção ao novo coronavírus, uma das quais o envio de ofício ao Ministério da Saúde, pedindo que o passaporte vacinal seja uma exigência para pessoas que cheguem ao país pelos aeroportos do estado (Guarulhos e Congonhas) e pelo porto de Santos. 

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, ressaltou que todos os países que se preocupam com sua população fazem essa exigência e garantem o controle de fronteiras, impedindo o ingresso de novas variantes da covid-19. Doria afirmou que se o governo não responder, ou negar o pedido,  até o dia 15 de dezembro, São Paulo adotará a medida.

Ainda na área de saúde, também foram anunciados: o novo pedido feito à Anvisa de se reservar 12 milhões de doses da CoronaVac para aplicação em crianças de 3 a 11 anos; a aplicação de mais de 1,1 milhões de doses de reforço e a diminuição do número de faltosos de segunda dose (eram cinco milhões em novembro e agora somam 3,4 milhões); e a doação 400 mil doses de vacina contra gripe, produzida pelo Instituto Butantan, à cidade do Rio de Janeiro, que, atualmente, enfrenta um forte surto de influenza.

Já na área de educação, Doria apresentou o novo reitor da Universidade de São Paulo (USP), o professor e médico Carlos Carlotti, que tomará posse no dia 25 de janeiro, e a vice-reitora, professora Maria Armina Arruda, segunda mulher a assumir o cargo na autarquia. O governador também divulgou a inauguração de 24 Centros de Inovação da Educação Básica Paulista (CIEBPs) em todo o estado até 2022, beneficiando alunos de escolas estaduais com ensino de tecnologia, com cultura maker, digital e robótica; além da manutenção de uma unidade móvel cedida pela Prodesp, que atenderá cerca de 6,4 mil estudantes das cidades de São Paulo com os mesmos recursos dos centros fixos.

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