Seguem avançando as obras de extensão da Linha 4-Amarela rumo a Taboão da Serra. Nos últimos dias, são realizadas as escavações da futura estação Taboão da Serra. A etapa, iniciada em março deste ano, envolve a abertura de estruturas subterrâneas que vão permitir a construção da nova parada.
Nesta fase, cerca de 100 profissionais atuam em três turnos, mantendo uma operação contínua, 24 horas por dia. O projeto, que marca a primeira vez que o metrô ultrapassa os limites da capital paulista, prevê 3,3 km de túneis, duas novas estações e investimento de R$ 4 bilhões.
A obra é realizada pela Motiva Trilhos, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela, em parceria com o Consórcio Expresso Linha 4, formado pelas construtoras EGTC e Teixeira Duarte.
Considerada uma das etapas mais relevantes da obra, a atividade dá continuidade à abertura da estrutura subterrânea da estação, após a conclusão dos serviços preliminares, como demolições, remoção de interferências, preparação do canteiro e terraplanagens.
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A escavação será executada pelo método NATM (New Austrian Tunnelling Method), técnica consolidada que permite o avanço gradual da frente de trabalho, o reforço imediato das paredes e o monitoramento permanente das condições do solo.
Ao todo, serão executados cinco poços secantes, estruturas essenciais para viabilizar a construção da estação e o acesso às frentes subterrâneas de trabalho. Além de possibilitarem a escavação, a retirada do solo e a movimentação de equipamentos e materiais, os poços serão integrados à estrutura definitiva da estação.
Para Ricardo Benício, diretor da Extensão da Linha 4-Amarela da Motiva Trilhos, o avanço das escavações representa um marco na implantação do empreendimento.
“Quando concluída, a extensão permitirá reduzir para cerca de 30 minutos o tempo de deslocamento entre Taboão da Serra e Luz, além de retirar aproximadamente 33 mil veículos das ruas todos os dias, gerando benefícios para a mobilidade e para o meio ambiente”, afirma.
Maquinário e estruturas de apoio nas obras da Linha 4
A escavação no novo trecho da Linha 4 é realizada com retroescavadeiras e sistemas de içamento, responsáveis pela retirada do material escavado em caçambas transportadas por caminhões basculantes.
O avanço ocorrerá de forma gradual, em ciclos de um metro de profundidade, até completar toda a circunferência do poço antes da passagem para o nível seguinte.
Durante o processo, na Linha 4, serão aplicados concreto projetado e telas metálicas para formar os revestimentos primário e secundário, assegurando a estabilidade do solo até a profundidade final, de aproximadamente 35 metros, quando será executada a laje de fundo da estrutura.


A previsão é que as escavações sejam concluídas em 2028 (Divulgação/Motiva)
Toda a escavação contará com monitoramento geotécnico permanente, por meio de instrumentos como inclinômetros, marcos superficiais e bombas submersas para rebaixamento do lençol freático (PBS). Esse acompanhamento contínuo permite controlar o comportamento do solo, preservar a estabilidade da obra, proteger as edificações do entorno e reforçar a segurança das equipes, em conformidade com a legislação ambiental.
A extensão da Linha 4-Amarela avança simultaneamente em diferentes frentes de trabalho. Ao todo, a obra contará com sete canteiros, dos quais três já estão em operação em Taboão da Serra, Chácara do Jockey e Vila Sônia, enquanto os demais seguem em implantação ao longo do traçado.
“Entre as atividades em andamento estão a mobilização e a organização dos canteiros, a instalação de estruturas de apoio, e a retirada de interferências. As concretagens de vigas de bordo dos próximos poços, a execução de estacas e a implantação do VSE, acesso de ventilação e saída de emergência são essenciais para a operação e a segurança da linha 4”, afirma a Motiva.
Mobilidade e geração de empregos
Com previsão de transportar 50 mil novos passageiros por dia, a extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra marcará a primeira vez que o metrô paulista ultrapassará os limites da capital paulista.
As novas estações Taboão da Serra e Chácara do Jockey foram projetadas com foco em resiliência climática e sustentabilidade, com sistemas de drenagem contra enchentes, uso de materiais duráveis, isolamento térmico para reduzir a absorção de calor, iluminação em LED e preparação para instalação de painéis solares.
Também estão previstos captação e reúso de água da chuva, ventilação aprimorada e sensores inteligentes para monitorar temperatura, umidade e fluxo de ar. As estações serão totalmente acessíveis, com rampas, elevadores, escadas rolantes, sinalização tátil e visual, mapas acessíveis, banheiros adaptados e equipes preparadas para o atendimento a pessoas com deficiência.
Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a previsão é que as escavações sejam concluídas em 2028 e que a Estação Taboão da Serra seja inaugurada em 2030.


Estação vai entrar em operação em 2030 (Divulgação/Governo do Estado de SP)
Além dos benefícios para a mobilidade urbana, o empreendimento impulsiona a geração de empregos na região. Até o fim de 2026, a expectativa é criar 876 vagas distribuídas em mais de 80 funções. Ao longo de toda a execução do projeto, deverão ser gerados mais de 4 mil empregos diretos e indiretos, com prioridade para a contratação de moradores locais.
Atualmente, mais de 460 profissionais atuam nas obras. A Motiva mantém parceria com a Trilha Carreiras para ampliar o acesso das comunidades do entorno ao mercado de trabalho, oferecendo capacitação profissional, consultoria de carreira, apoio à elaboração de currículos e preparação para processos seletivos.
Os interessados em participar dos processos seletivos podem enviar o currículo para curriculo.cel4@cel4.com.br ou entregá-lo em um dos Centros de Atendimento à Comunidade (CACs), instalados próximos aos canteiros de obras.
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