A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi encerrada na tarde desta quarta-feira (5), após acordo firmado entre representantes do Governo de São Paulo e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB). Com a decisão, as atividades foram retomadas imediatamente e as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade voltaram a operar normalmente.
O fim da paralisação foi aprovado em Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo sindicato depois da apresentação de uma proposta do governador Tarcísio de Freitas. O principal ponto das negociações foi a garantia da manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM durante o processo de reorganização da companhia.
Mais cedo, o governador havia informado que encaminharia um projeto de lei para assegurar os postos de trabalho dos ferroviários e manifestado a expectativa de que a circulação dos trens fosse restabelecida ainda nesta quarta-feira, especialmente no horário de maior movimento.
A greve teve início à meia-noite de terça-feira (4) e afetou diretamente milhares de passageiros da Grande São Paulo. Durante a paralisação, as linhas 11-Coral e 12-Safira funcionaram parcialmente, enquanto a Linha 13-Jade permaneceu totalmente interrompida.
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CPTM: reivindicações da categoria
A mobilização foi aprovada pelos ferroviários após o impasse nas negociações com o governo estadual. Entre as reivindicações estavam a garantia dos empregos dos funcionários da CPTM, a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, e o apoio à aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
O projeto prevê a absorção de empregados da estatal por órgãos da administração pública estadual após a concessão das linhas.
Paralisação afetou transporte e trânsito
A interrupção do serviço provocou reflexos em toda a rede de transporte da capital. Estações do Metrô registraram plataformas lotadas e aumento nas filas, principalmente nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha, que absorveram parte dos passageiros das linhas ferroviárias paralisadas.
Para reduzir os impactos, o Governo do Estado acionou a operação Paese, com ônibus para atender os usuários das linhas afetadas. O Metrô antecipou a abertura de estações para as 4h da manhã e reforçou a circulação de trens. A Prefeitura de São Paulo também suspendeu o rodízio municipal de veículos durante a greve.
Interesse pela greve cresce na internet
A paralisação também gerou forte repercussão no ambiente digital. Levantamento da Taboola apontou que o interesse pelo termo “CPTM” cresceu 237% nos últimos dias, acumulando 163 mil visualizações de páginas na Open Web.
Segundo a empresa, as buscas por “ferroviários” aumentaram 100%, enquanto termos relacionados às linhas afetadas, como “Linha 11-Coral” e “linhas de trens”, também registraram alta no período.
O estudo indica ainda que o interesse dos usuários começou a crescer no fim de julho, após falhas operacionais na Linha 12-Safira e o incêndio que levou à intervenção da ARTESP para que a CPTM reassumisse a operação das linhas concedidas à Trivia Trens. Nesse contexto, o termo “ARTESP” apresentou aumento de 1.406% nas buscas, enquanto “Trivia Trens” registrou crescimento de 100%.
De acordo com José Luiz de Genova, diretor-geral da Taboola para a América Latina, o comportamento da audiência mostrou uma rápida migração entre a busca por informações sobre o funcionamento do transporte e o debate sobre concessões e políticas públicas.
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