Desde 1º de janeiro, o valor do salário mínimo é de R$ 1.212, crescimento de R$ 122 em relação aos valor que vigorou durante o ano de 2021, de R$ 1.100. Além disso, está acima do que foi originalmente previsto no Orçamento para o próximo ano, que foi de R$ 1.169. Para as remunerações vinculadas ao salário mínimo, os valores de referência diário e por hora serão de R$ 40,40 e R$ 5,51, respectivamente.
Na verdade, não há aumento real desse valor; o reajuste recompõe as perdas inflacionárias. A conta considera uma variação de 10,18% no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
Para calcular o valor de 2022, utilizou-se a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) prevista para todo o ano de 2021, que totalizou 10,02%. Neste percentual, foram considerados os valores do INPC para os meses de janeiro a novembro e as projeções do Governo para o mês de dezembro.
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As estimativas do Governo apontam que, para cada aumento de R$ 1 no salário mínimo elevam-se em aproximadamente R$ 364,8 milhões no ano de 2022 as despesas com Benefícios da Previdência, Abono e Seguro Desemprego e Benefícios de Prestação Continuada da Lei Orgânica de Assistência Social e da Renda Mensal Vitalícia.
Cinco estados do País não seguirão
A maioria dos estados brasileiros segue o valor estabelecido pelo governo federal. Mas alguns e adotam um piso regional, superior ao valor nacional. Em 2022, cinco estados terão seu próprio salário mínimo: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em São Paulo ainda não foi definido o piso estadual para 2022. Atualmente está em vigor no estado o piso adotado em 2019, com faixas de rendimento que vão de R$ 1.163,55 a R$ 1.183,33.







