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Inflação: mercado financeiro reduz previsão para 5,2%

Para 2026, a projeção da inflação, segundo o Banco Central, permanece em 4,5%. Confira mais informações
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A estimativa está no Boletim Focus divulgado na segunda-feira, dia 30 de junho (Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

Para 2026, a projeção da inflação, segundo o Banco Central, permanece em 4,5%. Confira mais informações

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial brasileira – diminuiu de 5,24% para 5,20% em 2025. A estimativa está no Boletim Focus, documento do Banco Central (BC), divulgado na segunda-feira (30). As informações são da Agência Brasil.

Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,5%, segundo o documento. Já para os anos de 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,83%, respectivamente.

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Inflação: acima do teto

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser seguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

No mês de maio, a inflação fechou em 0,26%, valor impulsionado, principalmente, pela elevação da energia elétrica residencial. O resultado mostra desaceleração após o IPCA, divulgado pelo IBGE, ter marcado 0,43% em abril. O índice acumula taxas de 2,75% no ano e de 5,32% em 12 meses.

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A taxa de juros chegou a 15% ao ano (Divulgação/Freepik)

Taxa Selic: base para meta da inflação

Para chegar na meta de inflação, o Banco Central utliliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a chamada Selic, que ficou em 15% ao ano na última reunião, em junho, do Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o colegiado elevar os juros em 0,25 ponto percentual, sendo o sétimo aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Para analistas, a taxa básica de juros deve encerrar 2025 em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é de que a taxa básica caia para 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente, para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

PIB e câmbio

A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira em 2025 se manteve em 2,21% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) – soma dos bens e serviços produzidos no País – subiu de 1,85% para 1,87%. Para 2027 e 2028, projeta-se expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Segundo o IBGE, no 1º trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 1,4%, puxada pela agropecuária.

Com informações de Agência Brasil.

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