Apesar do Governo do Estado divulgar ferramentas para agilizar a busca de pessoas desaparecidas, como inclusão de dados e fotos pelo site da Secretaria da Segurança Pública e a permissão de registrar queixa antes de 24 horas do desaparecimento, as famílias das vítimas alegam descaso em relação ao assunto.
Na região, que compreende a Delegacia Seccional de Carapicuíba, que além do município, abrange as cidades de Barueri, Jandira, Cotia, Santana de Parnaíba, Pirapora de Bom Jesus, Itapevi e Vargem Grande Paulista, entre 1º de janeiro e 28 de setembro de 2016, havia 698 desaparecidos, segundo dados do Infocrim (Informações Criminais), repassados pelo Instituto Ana Paula Moreno de Reintegração Familiar (IMPAR).
De acordo com a presidente do Instituto, Sandra Moreno, que convive com o desaparecimento da filha Ana Paula Moreno desde outubro de 2009, não há apoio de nenhum tipo de governo, independente da esfera. “A polícia não tem nenhum tipo de trabalho. Apenas o BO. Desaparecimento não é crime, sendo assim, eles não têm obrigatoriedade de realizar as investigações. Para o governo, nossos filhos viraram números. Somos órfãos de pai e mãe neste assunto. Com muita luta, o governo fez um cadastro nacional de desaparecidos, que não funciona. Todas as iniciativas partem de ONGs”, falou.
A cidade de Osasco possui um cadastro municipal, desde 2015 [www. desaparecidos.osasco.sp. gov.br]. Neste ano, consta na lista, o desaparecimento de seis pessoas no município. Os registros podem ser feitos nas delegacias ou pelo site [www.ssp.sp.gov.br/servicos/ pessoas_desaparecidas. aspx].






