Reforma prevê limite de R$ 15 mi para campanhas

Texto ainda será analisado na Câmara; documento trata do limite total de recursos para cada lista partidária​

Entre as mudanças discutidas em Brasília sobre a reforma política está a criação de um fundo público de R$ 2,1 bilhões para custear as eleições e a volta de um limite maior para as campanhas de deputados estaduais e federais.

Em São Paulo, o valor seria de R$ 15 milhões, no entanto, em uma lógica diferente das eleições passadas. O total não seria de apenas um parlamentar, mas o teto para a lista com todos os nomes que um partido apresentar.

Por um lado, este fator deve reduzir os gastos. Como exemplo, a campanha de Valmir Prascidelli (PT) e de Bruna Furlan (PSDB) tiveram custos de R$ 2,1 milhões e R$ 2,7 milhões, respectivamente, em 2014. Porém, estes foram os gastos individuais. Se a lista pré-ordenada passar, seriam apenas R$ 15 mi para o total de candidatos.

No entanto, o tema é controverso, tendo em vista que ao invés do eleitor escolher um nome específico, ele terá de votar na lista ordenada pelas legendas. Críticos afirmam que isso manterá no poder os atuais parlamentares. O relatório deve ser votado na próxima semana, pois teve um pedido de vista de Prascidelli.

Verba

Um dos temas mais polêmicos é o financiamento público. Na última eleição, foram vetadas as doações de empresas e estabelecido um limite. Desta vez, a ideia será manter as doações de pessoas físicas e ampliar as verbas com um financiamento do governo. Para os partidos, se aprovado, serão destinados R$ 570 milhões, ao todo, para as disputas de deputado estadual e federal no Brasil. A divisão seria definida pela Justiça Eleitoral no mês de agosto de 2018.