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PT evita projetar se dará apoio ou se é oposição a Lins

Pela primeira vez sem eleger vereador, partido tenta discutir próximos passos para tentar retomar força na cidade​
Valmir e Emidio } Petistas dizem que é cedo para decisão

Com o peso de ter tido uma eleição desastrosa na região oeste e sem eleger vereadores em Osasco pela primeira vez em sua história, o PT começou a se reunir logo após o segundo turno para debater seu futuro. No entanto, a sigla​ evita projetar sua posição quanto ao prefeito eleito Rogério Lins (PTN), candidato que teve o apoio do PSDB na reta final.

“Vamos nos organizar, fazer uma avaliação ao longo do mês e vamos decidir com calma, não há pressa. Por enquanto a única coisa que eu digo é que torço para que dê certo”, afirma o presidente estadual do PT, Emidio de Souza, ex-prefeito da cidade,​ que fez duros ataques a Lins antes da campanha.

A sigla se dividiu após a saída do prefeito Jorge Lapas (PDT) e com alguns​ membros que deixaram a legenda para apoiar Lins. “Não dá para cravar ainda [uma posição]. Uma coisa é certa. Jamais vamos ficar batendo em governo se fizer bem feito, vamos trabalhar para o bem da cidade”, comentou o presidente municipal Zé Pedro.

Candidato a prefeito este ano, o deputado federal Valmir Prascidelli (PT) diz que o foco é na reconstrução do partido. “Nosso processo principal é reorganizar a atuação do partido, o diálogo com movimentos sociais. Não temos vereador, então, não há preocupação em se declarar situação, oposição, é secundário”, afirma.

Bastidores

Pobre

O ex-prefeito de Osasco Emidio de Souza (PT) criticou os ataques recebidos pelo partido no segundo turno da eleição. “Uma campanha que não precisava disso, uma campanha meio pobre de proposta, o centro de uma campanha de uma cidade como Osasco não pode ser um bater no outro ou bater no PT, tem que ter proposta para administrar a cidade”, afirmou.

Massacre
Para o presidente municipal do PT, Zé Pedro, o partido sofreu ataques desproporcionais. “Perfeito ninguém é, tivemos nossos erros, mas o massacre que foi feito não merecíamos”. A sigla terá novas reuniões a partir do dia 19 em Osasco.

João Paulo
Figura que se tornou alvo durante a eleição e que segue alegando não ter influenciado a disputa, o ex-deputado João Paulo Cunha teve um jornal distribuído pela cidade em sua defesa, assinado ‘pelos amigos do ex-deputado’, Neste momento, o ex-deputado atribuiu a Valmir o papel de liderar o grupo.