Um dos hobbies do consultor de tecnologia Luiz Amorim e de sua esposa, moradores de Santana de Parnaíba, é pedalar pela região. Amorim possui seguro de duas bicicletas. “O primeiro, fizemos em 2019. Não é barato, mas a relação custo x benefício vale a pena. O interessado deve se atentar à cobertura e aos valores”, afirma o consultor de tecnologia.
A procura por seguro para bikes vem crescendo. A Porto Seguro Bike, por exemplo, registrou crescimento de 63% nas contratações em 2021 em comparação a 2020. E de 28% comparando as contratações do primeiro trimestre de 2022 em relação ao mesmo período em 2021. Já a Plataforma Clube Santuu teve aumento de quase 100% no 1º semestre de 2022 em relação ao mesmo período de 2021. A FF Seguros acaba de lançar seu seguro para bikes, com contratação totalmente digital.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o número de furtos e roubos de bicicletas cresceu 21% em 2021 na capital paulista, comparado ao ano anterior.
90% dos sinistros referem-se à quebra
Uma das grandes preocupações dos ciclistas é o roubo ou furto de sua bike. Algumas chegam a custar mais de R$ 100 mil. “Porém, 90% dos sinistros representam danos à bicicleta e não a roubos”, ressalta Rodrigo Del Claro, CEO da Plataforma Clube Santuu, especializada apenas em bikes. Del Claro é um dos adeptos das ‘magrelas’, tendo abdicado do carro faz algum tempo.
O CEO da Plataforma Clube Santuu afirma que o Brasil conta com 35 milhões de bicicletas ativas, ou seja, que estão rodando. “No País, 35% da frota veicular está segurada, enquanto 0,18% da frota ativa de bicicletas possui seguro”, afirma ele.
A plataforma oferece diversos serviços, entre eles seguros. O cliente conta com contratos a partir de R$ 120,00, voltado para bicicletas infantis que custam em torno de R$ 600,00. “Os valores dos seguros, no geral, variam de 3% a 28% do preço da bike”, afirma Del Claro.
Em 21 de agosto, acontece o 3º Passeio Ciclístico Fest & Santuu, na cidade de São Paulo, que promete reunir oito mil ciclistas de todas as idades, desde iniciantes até profissionais do pedal. A partida é no Parque do Ibirapuera, portão 9. A chegada é no Memorial da América Latina. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do site www.clubesantuu.com.br/web.
4º lugar
Segundo Eduardo Pitombeira, head de Canais Digitais da FF Seguros, o mercado de bicicletas no Brasil tem crescido nos últimos anos, ocupando a 4ª posição no mundo. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a frota nacional é estimada em mais de 70 milhões e são comercializadas cerca de 6 milhões de unidades/ano.
A FF Seguros é novata no segmento. O Seguro de Bike engloba todos os modelos – desde as bicicletas tradicionais, mountain bike, até as modernas bikes elétricas. A cobertura conta com garantias e serviços para cada tipo de bike e adequada ao perfil de cada cliente, podendo chegar até R$ 120.000,00. A contratação é 100% digital, por meio de plataforma. Basta preencher os dados de risco e gerar o PDF da proposta.
Roubo e/ou furto qualificado; danos à bike, durante o uso e/ou transporte; danos a terceiros, incluindo prejuízos materiais e/ou corporais podendo atingir de 50% a até 500% do valor aprovado; acessórios, danos elétricos, além de cobertura internacional da bike, pode fazer parte da cobertura do Seguro de Bike.
Bike elétrica
Segundo estudo da Abraciclo, a procura por modelos de maior valor agregado tem aumentado, como a bike elétrica, que foi a categoria que registrou no período de janeiro a maio de 2022 a maior alta: 33% (4.319 unidades) na comparação com igual período do ano passado. “A bicicleta está cada vez mais presente nas cidades e surgem novos perfis de ciclistas”, ressalta Pitombeira, que acrescenta: “O seguro de bikes apresenta grande potencial de crescimento porque elas deixaram de ser apenas um equipamento de lazer e passaram a ser um importante veículo para se locomover, seja para ir ao trabalho ou para fugir dos congestionamentos.”
De acordo com levamentamento do Porto Seguro Bike, nos últimos anos foi registrado aumento de 479% nas contratações de seguros de bicicletas. “Recentemente, principalmente no período de pandemia, as bikes deixaram de ser apenas um item acessório de lazer e, para muitas pessoas, passou a ser meio de se locomover, trabalhar, fugir do trânsito e dos riscos de aglomeração”, afirma Marcelo Santana, gerente de Ramos Elementares da Porto Seguros.
O seguro oferece coberturas principais, para danos causados na bicicleta, como também opções adicionais como roubo, responsabilidade civil e acidentes pessoais que incluem até despesas médicas.
Segundo dados da Aliança Bike, Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, entre 2019 e 2020 o mercado registrou um crescimento de 50% nas vendas, e em 2021, o número se manteve crescente, com 34% a mais de vendas em relação a 2020.
10 coisas que você deve saber antes de fazer um seguro de bicicleta:
1. Objetivos
Qual é o objetivo principal de uso da sua bike? Defina se é para andar na cidade, competir, para uso esportivo, entre outros. E qual será o objetivo do seguro? Reflita quais proteções você vai precisar: contra roubo, furto, quebra, acidentes, em competições, em regiões fora do Brasil, etc.
2. Coberturas
É importante ver quais coberturas estão incluídas no seguro. Além de ler a descrição detalhada de cada uma e entender a extensão exata da proteção, observe se existem algumas coberturas que são obrigatórias e outras que são opcionais. Isso para evitar que pague por mais coberturas do que precisa ou que fique sem as coberturas que são essenciais para o seu perfil.
3. Franquia: custo e como acionar
O conceito de franquia ou POS (Participação Obrigatória do Segurado) pode parecer simples, mas exige atenção. Imagine que você faz uma pesquisa e encontra duas seguradoras. A Seguradora A oferece uma franquia de 10% sobre o valor do sinistro, enquanto a Seguradora B oferece franquia de 15%. A sua escolha vai ser, a princípio, pela Seguradora A, correto?
Não necessariamente será a melhor opção! Porque vai depender do valor mínimo exigido para a franquia. Exemplo: ocorreu um sinistro, e o dano da sua bicicleta soma o valor de R$ 2 mil. A Seguradora A pede 10% de franquia sobre o valor do dano, mas com um mínimo de R$ 2 mil. Ou seja: neste caso nem vale a pena acionar a franquia! Já a Seguradora B pede como franquia 15% do valor do dano, mas com um mínimo de apenas R$ 250,00. Neste caso, sim, valeria muito a pena ter um seguro! É importante observar com cuidado essa relação porcentagem x valor mínimo.
4. Exclusões
Existem situações que podem não estar cobertas pelo seguro. São os chamados riscos excluídos. Por exemplo, é comum o seguro não cobrir sinistros ocorridos fora da casa do segurado, ou quando a bicicleta estava na posse de outra pessoa e até mesmo deixa de cobrir danos ocorridos durante competições. Por isso, leia tudo com muita atenção e saiba o que está comprando.
5. Indenização: dinheiro ou bike nova?
Parte das seguradoras oferece dinheiro como opção de indenização. Primeiro: esse valor acaba por ter desconto de custos e normalmente sofre depreciação e/ou rateio. Ou seja: provavelmente não será um montante suficiente para você comprar uma bike igual a que tinha. Mas existem seguradoras que fazem a indenização com reposição por bicicletas novas, iguais ou similares, ou por peças novas, no caso de danos parciais. Além da garantia de ter sua bike de volta, nova e em um curto espaço de tempo, esse sistema ainda vai te poupar o trabalho de pesquisar uma bike nova, negociar, fazer a compra.
6. Indenização: valor
No caso das seguradoras que indenizam o sinistro com dinheiro, é preciso observar se esse valor sofrerá depreciação e/ou rateio. Essas empresas costumam ter uma tabela que define a porcentagem anual de depreciação. Ou seja, para cada ano de uso, definem uma porcentagem de depreciação. Assim, é preciso fazer esse cálculo antes de aderir ao seguro: o valor da sua bike no momento da adesão versus o valor da sua bike no momento do sinistro. Com a depreciação, você vai receber menos do que o limite máximo que contratou e, por isso, precisa avaliar se a proposta é vantajosa.
Já o rateio funciona assim: imagine que sua bike custe R$ 10 mil, mas você optou por fazer um seguro sobre um valor de R$ 8 mil. Quando ocorre o sinistro, a seguradora faz o rateio com você da diferença desses valores no que se refere à porcentagem do seguro. Ou seja: você pagou uma porcentagem sobre R$ 8 mil, mas a bike valia no momento da adesão R$ 10 mil, então se ocorre um sinistro a seguradora acaba por descontar a porcentagem não paga sobre o valor total do valor a ser indenizado. E, em alguns casos, a seguradora pode somar o rateio à depreciação, diminuindo ainda mais o valor que receberá como indenização.
7. Digital ou não digital?
Vale muito a pena apostar em uma empresa de seguros que ofereça meios digitais, fundamentais para descomplicar e agilizar as etapas, desde a adesão até o sinistro e sua resolução. As companhias que investiram em plataformas digitais proporcionam um contato muito mais simplificado e rápido.
8. Benefícios
Algumas companhias incluem serviços gratuitos como reparo móvel de bikes, pontos de apoio em ciclovias e estradas, assistência residencial, terapia e nutrição para mulheres, revisão de bicicletas infantis, entre outros.
9. Exclusivo de bike ou não
Os primeiros modelos de seguro de bike nasceram associados a outros seguros. Você comprava um seguro para a sua residência e ganhava um seguro de bicicleta. Porém, acabavam não oferecendo coberturas específicas. Já as seguradoras especializadas em bike costumam desenvolver coberturas bem específicas e que conseguem cobrir as suas necessidades de ciclista.
10. É embutido na compra?
Comprou a bike e ganhou um seguro embutido? Cuidado! Muitos desses seguros oferecem coberturas mínimas, às vezes apenas para roubo; podem ter riscos excluídos e exigir franquias altas, que chegam a ser 50% mais caras que nos seguros adquiridos.
Fonte: Plataforma Clube Santuu








