Prisão atinge quase todas as bancadas; Rogério Lins nega irregularidade

Membros da base do prefeito Jorge Lapas e opositores estão envolvidos segundo Ministério Público​

Membros da base do prefeito Jorge Lapas e opositores estão envolvidos segundo Ministério Público

Apenas sete dos 21 vereadores de Osasco não tiveram mandado de prisão expedido por conta da Operação Caça-Fantasmas. A maioria já foi presa pela Polícia Militar e outros mandados ainda sendo cumpridos.

Os mandados atingem tanto a situação, quanto a oposição ao atual prefeito Jorge Lapas (PDT), além do próprio prefeito eleito Rogério Lins (PTN), que está fora do país. Lapas, contudo, não teve o nome envolvido.

O PSDB, principal rival do atual prefeito, teve dois vereadores: De Paula e André Sacco, o segundo assumiria a secretaria de Saúde de Lins. No caso do PT, João Góis está entre os citados.

Também tiveram o pedido de prisão o presidente da Câmara, Jair Assaf (PROS), o líder do governo Toniolo (PC do B), além dos vereadores Alex da Academia (PDT), Batista Comunidade e Karen Gaspar (PT do B), Josias da Juco (PSD), Valdomiro Ventura (PTN), Rogério Silva (PRB), Maluco Beleza (PTB) e Andrea Capriotti (PEN), que sofreu um acidente de carro recentemente.

A suspeita é de um desvio de R$ 21 milhões, segundo o Gaeco, por conta de um esquema fraudulento de contratação de funcionários fantasmas.

Rogério Lins nega

Em nota, o prefeito eleito afirmou que desconhece “qualquer motivo que pudesse justificar a medida extrema proferida em seu desfavor”, pois alega ter colaborado com as investigações do Ministério Público.

Segundo o parlamentar, ele foi intimado e antecipou seu depoimento. “Em flagrante demonstração de comprometimento antecipou sua oitiva nutrindo o órgão ministerial de informações relevantes para contribuir com as investigações, demonstrando pormenorizadamente o seu não envolvimento com qualquer ilicitude”.

A nota alega ainda que todos os funcionários lotados em seu gabinete foram intimados e apresentaram informações “não havendo qualquer fraude”. Lins afirma que informou as autoridades sobre sua viagem ao exterior e que havia se licenciado em 28 de novembro.

“Por fim, desconhece as razões que fundamentaram a decisão do Poder Judiciário, e que jamais compactuou com qualquer prática lesiva ao patrimônio público e à sociedade. Nunca praticou crime e nunca fez parte de organização criminosa”. Ele diz que tomará as medidas judiciais cabíveis.

DE FORA

Líder do PT na Casa, Valdir Roque é um dos seis que não estão envolvidos na denúncia apresentada pelo MP. Além dele, não foram relacionados Mario Luis Guide (PSB), Cláudio da Locadora (PV), Sebastião Bognar (PSDB), Dinei Simão (PROS) e Fábio Yamato (PSDC). No entanto, com o número de parlamentares, está incerto que haja sessões nos próximos dias.