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Primeiro desafio de Rogério Lins será manter alianças

Lins foi eleito com 61,21% dos votos e terá desafio de compor com grupos de ex-prefeitos secretariado​
Aliados } Lins recebeu a adesão de Giglio, Rossi e Guaçu

Eleito com a histórica votação de 218 mil votos, Rogério Lins (PTN) terá antes de assumir a Prefeitura de Osasco, em 1º de janeiro, o desafio de contemplar as alianças firmadas durante a eleição. O prefeito eleito já era apoiado por Francisco Rossi (PR) e recebeu ainda as adesões no 2º turno de Celso Giglio (PSDB), Cláudio Piteri (PPS) e Marcos Arruda (Rede), concorrentes no 1º turno.

Lins nega que as alianças na segunda rodada de votação tenham se dado em troca de secretarias.

“Nenhum apoio foi condicionado a espaço de governo. Não existe nem existiu nenhum tipo de pacto político por apoio para ter espaço no mandato”, afirmou Lins, citando que Giglio e Piteri já eram opositores de Lapas.

Porém, é dado como certo que alguns partidos terão espaço. Durante ato do PSDB, Lins citou que a legenda tem quadros técnicos capacitados para participar. “É óbvio que cada partido tem quadros técnicos, pessoas que têm experiência na administração pública e que podem perfeitamente compor o nosso futuro governo”, comenta.

Após a vitória, porém, o prefeito eleitoadotou cautela e o fato que também precisará conciliar nomes técnicos e políticos. “Pode ser que nessa composição, de um melhor quadro para governar Osasco, que algum dos partidos seja contemplado, mas não tem essa obrigatoriedade”, conclui.

Prefeito eleito focou em despesas com militância
O prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins (PTN), teve como principal despesa de campanha gastos com a militância, enquanto Jorge Lapas (PDT) investiu mais em materiais gráficos. É o que mostram as prestações de contas parciais dos dois candidatos que disputaram o segundo turno à Prefeitura de Osasco. Segundo os dados, Lins arrecadou R$ 1,2 milhão e destinou R$ 368 mil para a mobilização de apoiadores – o candidato não gastou o total dos recursos e contratou R$ 892 mil. Do lado de Lapas, a produção de materiais impressos somou R$ 570 mil dos R$ 2,1 milhão contratados. O pedetista arrecadou R$ 800 mil a menos do que os gastos de campanha. Os números ainda podem sofrer acréscimos.​

Bastidores

Discurso
O prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins (PTN), discursou na terça-feira (1º) na sessão da Câmara Municipal e voltou a usar o tom de que quer ‘união’ passada a eleição. “Não existem mais adversários políticos, temos de fazer política olhando para o futuro”, afirmou.

Discurso 2
Lins também afirmou que não haverá perseguições e que já conversou com o prefeito Jorge Lapas (PDT). “Não haverá perseguição e acaba aqui essa lei da mordaça, essa coação que existiu muito tempo”, disse.

Dificuldade
O mandatário citou que haverá “muita dificuldade financeira” no primeiro ano e voltou a dizer que irá rever os contratos. “Todo mundo que prestar serviço, terá prazo cumprido, qualidade e principalmente bom preço, quero marcar essa gestão por respeito e compromisso pelo dinheiro público”, alegou.

Câmara
Os vereadores também usaram o tom festivo e os cumprimentos vieram também da base de Lapas (PDT). “Não é hora de oposição, de situação, é hora de nos unirmos, temos obrigação de fazer uma boa cidade”, disse o líder de governo Toniolo (PC do B). Os parlamentares da base, contudo, também parabenizaram o atual prefeito.

Câmara 2
Por enquanto, Lins tem 9 dos 21 vereadores que farão parte do próximo mandato e ele terá o desafio de garantir a maioria.

Votação
A votação de 218 mil votos é considerada histórica em Osasco. Com a maioria das eleições definidas sempre no primeiro turno, nenhum político chegou a essa quantidade para assumir o executivo. Na única disputa com segundo turno anteriormente, Emidio de Souza (PT) teve 201 mil votos, numa disputa equilibrada com Celso Giglio (PSDB).

Gastos
Os partidos foram os principais doadores das campanhas em Osasco. O PTN aplicou mais de R$ 900 mil na campanha de Rogério Lins, enquanto Lapas teve R$ 300 mil do PDT. Os próprios candidatos também declararam ter investido do próprio bolso -Lapas colocou R$ 60 mil e Lins R$ 85 mil.