A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB brasileiro este ano, passando de 2,4% para 2,3%. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no País. As informações são da Agência Brasil.
No campo da inflação, o cenário é mais positivo: o documento aponta desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com expectativa de fechamento do próximo ano em 3,6%, sinalizando maior controle dos preços e avanço no processo de estabilização econômica.
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PIB: desaceleração da agropecuária
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) definiu a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano. É o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação: de 3%.
É o maior nível da Selic desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. O Copom confirmou que deverá começar a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.
Segundo a SPE, o ajuste na projeção do PIB está diretamente ligado à forte desaceleração da atividade agropecuária, após a safra recorde registrada em 2025. Esse movimento, no entanto, tende a ser parcialmente compensado pelo avanço mais robusto dos setores industrial e de serviços, que seguem sustentando o ritmo da atividade econômica.
“Entre os principais riscos para o cenário de 2026 destacam-se a intensificação das tensões geopolíticas e comerciais, além de uma desaceleração mais pronunciada da economia chinesa. Um eventual recrudescimento das tensões geopolíticas observadas no início do ano, marcado pela instabilidade política na Venezuela e pelo aumento das fricções entre Estados Unidos e Europa em torno da Groenlândia, tende a intensificar o enfraquecimento do dólar e a ampliar a volatilidade financeira internacional”, acrescenta.

Inflação
Sobre a projeção de inflação de 3,6% para este ano, a SPE explica que: “os preços ainda devem se beneficiar com o excesso de oferta global de bens e combustíveis e com os efeitos defasados do enfraquecimento recente do dólar e da política monetária [controle da inflação por meio da alta da Selic], ainda que sejam esperadas pressões moderadas para os preços de alimentos”.
Com informações de Agência Brasil.
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