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PIB brasileiro cresce 4,6% em 2021 e supera perdas da pandemia, diz IBGE

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Região central de Osasco: comércio cresceu 5,5% no ano passado (Francisco Cepeda/Giro S/A)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 0,5% no quarto trimestre de 2021 e encerrou o ano com crescimento de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. Esse avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido. O PIB per capita alcançou R$ 40.688 no ano passado, avanço de 3,9% em relação a 2020 (-4,6%). Os dados fazem parte do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais e foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Soma dos bens e serviços finais produzidos no país, o PIB está 0,5% acima do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia de covid-19,, Porém, continua 2,8% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

Setor de serviços teve alta
As altas nos serviços, que registrou 4,7&, e da indústria (4,5%) impulsionaram a economia brasileira. Juntos, esses setores representam 90% do PIB do Brasil. No sentido inverso, a agropecuária recuou 0,2% em 2021.

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, todas as atividades que compõem os serviços cresceram no ano passado, com destaque para transporte, armazenagem e correio (11,4%). Rebeca enfatizou que o transporte de passageiros também subiu consideravelmente, principalmente no fim do ano, com o retorno das pessoas às viagens.

“A atividade de informação e comunicação (12,3%) também avançou, puxada por internet e desenvolvimento de sistemas. Essa atividade já vinha crescendo antes, mas com o isolamento social e todas as mudanças provocadas pela pandemia, esse processo se intensificou, fazendo a atividade crescer ainda mais”, disse, em nota, Rebeca Palis.

Outras atividades de serviços (7,6%) também tiveram alta no período. “São atividades relacionadas aos serviços presenciais, parte da economia que foi a mais afetada pela pandemia, mas que voltou a se recuperar, impulsionada pela própria demanda das famílias por esse tipo de serviço”, completou a coordenadora.

Comércio se destacou
Outros segmentos também cresceram: o comércio (5,5%); as atividades imobiliárias (2,2%); administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade sociais (1,5%); além de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,7%).

Segundo o IBGE, na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da construção que, após cair 6,3% em 2020, subiu 9,7% em 2021.

“As indústrias de transformação (4,5%), com maior peso no setor, também cresceram, influenciadas principalmente pela alta nas atividades de fabricação de máquinas e equipamentos; metalurgia; fabricação de outros equipamentos de transporte; fabricação de produtos minerais não metálicos; e indústria automotiva. As indústrias extrativas avançaram 3% devido à alta na extração de minério de ferro”, destacou a equipe do IBGE.

A única atividade que não teve bom desempenho foi a de eletricidade, gás, água, esgoto, gestão de resíduos, que teve variação negativa de 0,1%. “A crise hídrica afetou negativamente o desempenho da atividade em 2021”, explicou Rebeca.

*Com informações da Agência Brasil.

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