Um paciente com Acidente Vascular Cerebral (AVC) está aguardando há 43 dias na enfermaria do Pronto-Socorro “Nair Arantes”, Centro de Barueri, uma transferência para uma unidade hospitalar. Familiares relatam que além da demora há controle no uso de fraldas geriátricas.
O sobrinho do paciente E.Santos. lamenta tanto descaso no atendimento. “O negócio está feio aqui nesta cidade. Fui fazer uma visita para o meu tio aqui no Sameb [como o OS é conhecido] que está há 43 dias internado aqui aguardando uma transferência. Para piorar a situação ele deu entrada com um AVC e sofreu mais dois na unidade. Está na enfermaria nem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está e ninguém consegue transferência”, informa A. Alexandre.
“Falta De Respeito com a vida da População de Barueri”, desabafa Alexandre. Segundo o familiar há controle rígido na unidade hospitalar devido à falta de fraldas geriátricas. “A enfermeira pode entregar somente duas fraldas por dia por paciente. Pensa bem, a pessoa está internada e se precisar evacuar mais de duas vezes, ele não pode usar mais que duas fraldas”, relata Alexandre. “Está sendo controladas as fraldas que os pacientes usam”, denuncia ele.
O que é um AVC
O Acidente Vascular Cerebral, mais conhecido pela sigla AVC, é uma séria condição médica que acontece quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é rompido. Isso acontece porque, como todos os órgãos, o cérebro, para funcionar adequadamente, necessita de oxigênio e determinados nutrientes que provêm do sangue. Portanto, quando há um rompimento no fluxo sanguíneo, as células do cérebro começam a morrer, ocasionando diversos problemas cerebrais, podendo até chegar à morte.
Por ser uma das doenças que mais matam no mundo, o AVC é uma urgência médica e necessita de tratamento imediato, pois quanto antes diagnosticado o que está acontecendo, menos danos o paciente sofrerá. No Brasil, o AVC é a principal causa de morte por incapacidade: são 130 mil pessoas que morrem vítimas da doença. Além disso, estima-se que, em 2030, o número mundial de mortes pode ser de 7,8 milhões, recomenda a Associação Americana do Coração.
Procurada a Prefeitura de Barueri informou que “o paciente foi transferido no último sábado, 16, para o Hospital Municipal de Barueri”, disse em nota. Questionada sobre a demora, a gestão municipal culpou a falta de vagas. “A unidade é de pronto-atendimento e depende da liberação de vagas em outras unidades hospitalares para providenciar a transferência de pacientes”.






