Osasco e região mantém demanda aquecida por imóveis bem localizados

A Pesquisa CRECISP de Imóveis Usados apontou queda de 14,06% nas vendas em Osasco e região
Osasco
compradores e inquilinos estão mais seletivos na hora de escolher um imóvel (Divulgação/Freepik)

Em abril deste ano, o mercado imobiliário de Osasco e região apresentou movimento de acomodação após meses de maior intensidade nas negociações. A Pesquisa CRECISP de Imóveis Usados apontou queda de 14,06% nas vendas e retração de 4,73% nas locações residenciais em relação a março. Os dados mostram que compradores e inquilinos estão mais seletivos na hora de escolher um imóvel.

Porém, apesar da desaceleração, os números revelam um mercado ainda sustentado pela busca de imóveis com melhor localização, infraestrutura urbana e padrão construtivo superior, principalmente em áreas valorizadas de Osasco e região.

Osasco e região: apartamentos lideram

Os apartamentos seguiram dominando as vendas, respondendo por 71% das transações realizadas em abril. Já as casas representaram 29%. O dado confirma o perfil urbano consolidado de Osasco e cidades vizinhas, impulsionado pela verticalização, além da proximidade com São Paulo e facilidade de mobilidade urbana.

A maioria dos compradores, 37,9%, optaram por regiões nobres no período. Na sequência aparecem as áreas centrais, com 26,4%, enquanto os demais bairros somaram 35,6% das negociações.

De acordo com especialistas do setor, fatores econômicos e sociais ajudam a explicar esse comportamento. A manutenção dos juros em patamares ainda elevados faz com que muitos consumidores priorizem imóveis considerados mais seguros em termos de valorização patrimonial. Além disso, a ampliação do trabalho híbrido aumentou a busca por bairros com melhor infraestrutura, segurança, comércio e serviços.

O avanço da renda média em determinados segmentos profissionais da região metropolitana é outro aspecto relevante. Aliado a isso está a consolidação de Osasco como importante polo empresarial e tecnológico, atraindo famílias em busca de qualidade de vida próxima à capital paulista.

Osasco e região mantém demanda aquecida por imóveis bem localizados
(Divulgação/Freepik)

Imóveis até R$ 300 mil

A pesquisa mostra que os imóveis com valores entre R$ 201 mil e R$ 300 mil representaram a maioria das vendas em abril (38,9%), consolidando a classe média como principal força do mercado imobiliário regional.

Imóveis acima de R$ 501 mil também tiveram relevante participação no mês, sendo responsáveis por 30,6% das negociações. O resultado reforça a presença de consumidores com maior poder aquisitivo em busca de empreendimentos de padrão superior e localizações mais valorizadas.

Já os imóveis de até R$ 200 mil tiveram participação reduzida, representando apenas 5,6% das vendas. O cenário demonstra as dificuldades de oferta nas faixas mais populares, influenciadas principalmente pela elevação dos custos da construção civil, do preço dos terrenos e das despesas urbanas.

Finaciamento lidera

O financiamento imobiliário continua sendo o principal instrumento de aquisição da casa própria. Segundo o levantamento, a Caixa Econômica Federal liderou as operações de crédito, respondendo por 42,1% das vendas financiadas. Outros bancos participaram com 26,3% das transações.

As compras à vista representaram 10,5% dos negócios. Já as negociações diretas com proprietários alcançaram 18,4%.

Os dados mostram que, mesmo com juros ainda elevados, o financiamento permanece acessível para parte significativa da população, especialmente em imóveis enquadrados em programas habitacionais e linhas voltadas à classe média.

locação
(Divulgação/Freepik)

Locações mantêm estabilidade em Osasco e região

No mercado de aluguel de imóveis, a retração mais moderada indica relativa estabilidade da demanda, sustentada principalmente pelo crescimento do custo de aquisição de imóveis e pela mobilidade profissional.

A procura continua concentrada em imóveis compactos e bem localizados, próximos a corredores de transporte, centros comerciais e polos de emprego. O perfil do locatário também mostra maior preocupação com praticidade, segurança e infraestrutura urbana.

O seguro-fiança continua sendo o mecanismo mais usado, acompanhado pelo fiador tradicional e pelos depósitos caução, modalidades que oferecem maior segurança jurídica tanto para proprietários quanto para inquilinos. O avanço das plataformas digitais e das análises cadastrais automatizadas também contribuiu para ampliar o uso de garantias mais ágeis e menos burocráticas.

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