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Mercado imobiliário: Osasco e região iniciam 2026 com retração sazonal

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Apesar da retração pontual, o cenário não é de preocupação (Haydée Ribeiro/Giro S/A)

O mercado imobiliário de Osasco e municípios do entorno começou 2026 em ritmo de acomodação, após o forte dinamismo registrado no fim de 2025. Levantamento do CRECISP, realizado com 116 imobiliárias de 14 cidades, aponta queda de 39,51% nas vendas e redução de 35,10% nos contratos de locação em janeiro.

O movimento é considerado típico do início do ano, período em que muitas famílias reorganizam o orçamento e aguardam definições sobre inflação, juros e crédito imobiliário.

Apesar da retração pontual, o cenário não é de preocupação. Os dados mostram estabilidade no perfil das negociações e manutenção da procura por imóveis de padrão médio, sinalizando a maturidade e a resiliência do mercado regional.

Especialistas avaliam que o setor tende a ganhar novo fôlego nos próximos meses, acompanhando o comportamento da economia e das condições de financiamento.

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Imobiliário: unidades compactas

Os apartamentos permaneceram como principal produto comercializado, respondendo por 68% das vendas. Já as casas representaram 32%. As unidades compactas prevalecem: entre os apartamentos vendidos, 77,3% tinham dois dormitórios e mais da metade possuía até 50 m². Nas casas, destaque para as de dois e três dormitórios, principalmente com área entre 51 e 100 m². 

A concentração das negociações ocorreu nas faixas intermediárias de preço. Os imóveis entre R$ 201 mil e R$ 300 mil lideraram o mercado, com destaque para a faixa de R$ 251 mil a R$ 300 mil, responsável por 30% das vendas, seguida pelos imóveis entre R$ 301 mil e R$ 350 mil. 

Segundo o CRECISP, Esse comportamento demonstra a predominância da classe média nas compras e a busca por imóveis com melhor relação custo-benefício.

Em relação à localização, os imóveis situados nas demais regiões urbanas — fora dos eixos centrais e áreas nobres — concentraram 42,4% das vendas, seguidos pelos bairros centrais com 35,6% e pelas regiões nobres com 22%. 

O dado reforça a expansão urbana da região e a priorização de imóveis mais acessíveis, especialmente próximos a corredores de transporte, comércio local e infraestrutura consolidada.

A principal modalidade de pagamento é o financiamento imobiliário, significando mais de 76% das aquisições. Foram 55,9% por meio da Caixa Econômica Federal e 20,6% por outros bancos. Compras à vista e negociações diretas com proprietários registraram participação semelhante, próximas de 12% cada. 

O resultado confirma a forte dependência do crédito habitacional para sustentação do volume de vendas na região.

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(Divulgação/Freepik)

Locação: imóveis acessíveis e bem localizados

No segmento de aluguel, as casas lideraram os contratos com 56%, predominando imóveis de dois dormitórios, com áreas de até 100 m². Já os apartamentos representaram 44%, com unidades de dois dormitórios, geralmente com até 50 m² de área útil. Ou seja, predominaram unidades compactas também na locação.

A maior parte dos aluguéis concentrou-se entre R$ 1.251 e R$ 1.500 e entre R$ 2.001 e R$ 2.500, faixas que juntas representam parcela relevante das locações, evidenciando o peso do orçamento familiar na decisão de moradia. 

Os bairros centrais concentraram 62,8% dos contratos, confirmando a valorização da proximidade com transporte, comércio e serviços.

Entre as garantias locatícias, o depósito caução liderou com larga vantagem, utilizado em 61,1% dos contratos. Em seguida vem o seguro fiança com 38,9%. 

O dado mostra a preferência por modalidades mais simples e com menor custo imediato para o locatário, mantendo a segurança jurídica para o proprietário, diz a entidade.

Economia – o comportamento do mercado imobiliário em janeiro reflete fatores sociais e econômicos típicos do período: impacto das despesas de fim de ano, ajustes no orçamento doméstico, cautela diante das condições de crédito, além de maior previsibilidade financeira antes de assumir compromissos de longo prazo. 

Outro dado relevante reforça esse contexto: 54% das mudanças de locação ocorreram em busca de imóveis mais baratos, evidenciando sensibilidade da população ao custo da moradia. 

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Imóveis compactos, tanto apartamentos como casas, foram os mais vendidos e locados (Divulgação/Freepik)

A expectativa do setor é de retomada gradual ao longo do semestre, condicionada à estabilidade econômica, manutenção do emprego e continuidade das políticas de crédito habitacional.

Vendas em Janeiro: confira os dados

Vendas%
Casas Vendidas32%
Apartamentos Vendidos68%

Casas vendidas

Dormitórios CasaPercentual
1 Dorm.0,0%
2 Dorm.50,0%
3 Dorm.50,0%
4 Dorm.0,0%
5 Dorm.0,0%
Mais de 5 Dorm.0,0%
Área útilPercentual
1 a 50 m²0,0%
51 a 100 m²50,0%
101 a 200 m²12,5%
201 a 300 m²25,0%
301 a 400 m²12,5%
401 a 500 m²0,0%
acima de 500 m²0,0%

Aptos vendidos

Dormitórios AptoPercentual
Quitinete0,0%
1 Dorm.0,0%
2 Dorm.77,3%
3 Dorm.22,7%
4 Dorm.0,0%
5 Dorm.0,0%
Mais de 5 Dorm.0,0%
Área útilPercentual
1 a 50 m²54,5%
51 a 100 m²40,9%
101 a 200 m²4,5%
201 a 300 m²0,0%
301 a 400 m²0,0%
401 a 500 m²0,0%
acima de 500 m²0,0%

Casas e aptos vendidos

localização Casa/ApartamentoPercentual
Central35,6%
Nobre22,0%
Demais Regiões42,4%
Forma de Pagamento Casa/ApartamentoPercentual
À Vista11,8%
Financiamento CAIXA55,9%
Financiamento Outros Bancos20,6%
Direto com Proprietário11,8%
Consórcios0,0%
Forma de Pagamento Casa/ApartamentoPercentual
À Vista11,8%
Financiamento CAIXA55,9%
Financiamento Outros Bancos20,6%
Direto com Proprietário11,8%
Consórcios0,0%
Faixa de preço médiaPercentual
Até R$25 mil0,0%
De R$ 25mil a R$50 mil0,0%
De R$ 51mil a R$100 mil0,0%
De R$ 101mil a R$150 mil0,0%
De R$ 151mil a R$200 mil10,0%
De R$ 201mil a R$250 mil13,3%
De R$ 251mil a R$300 mil30,0%
De R$ 301mil a R$350 mil16,7%
De R$ 351mil a R$400 mil3,3%
De R$ 401mil a R$450 mil3,3%
De R$ 451mil a R$500 mil3,3%
De R$ 501mil a R$600 mil3,3%
De R$ 601mil a R$700 mil6,7%
De R$ 701mil a R$800 mil0,0%
De R$ 801mil a R$900 mil0,0%
De R$ 901mil a R$1 milhão0,0%
De R$ 1milhão a R$1.2 mi0,0%
De R$ 1.3 mi a R$1.5 mi6,7%
De R$ 1.6 mi a R$ 2 mi0,0%
De R$ 2.1 mi a R$ 2.5 mi3,3%
De R$ 2.6 mi a R$ 3 mi0,0%
De R$ 3.1 mi a R$ 4 mi0,0%
De R$ 4.1 mi a R$ 5 mi0,0%
Acima de R$ 5 mi0,0%

Locações em Janeiro

Locações%
Casas Alugadas56%
Apartamentos Alugadas44%

Casas alugadas

DormitóriosPercentual
Quitinete0,0%
1 Dorm.20,0%
2 Dorm.55,0%
3 Dorm.20,0%
4 Dorm.5,0%
5 ou mais Dorm.0,0%
Área útilPercentual
1 a 50 m²35,0%
51 a 100 m²35,0%
101 a 200 m²20,0%
201 a 300 m²5,0%
301 a 400 m²0,0%
401 a 500 m²0,0%
acima de 500 m²5,0%

Aptos Alugados

DormitóriosPercentual
Quitinete0,0%
1 Dorm.12,5%
2 Dorm.75,0%
3 Dorm.12,5%
4 Dorm.0,0%
5 ou mais Dorm.0,0%
Área útilPercentual
1 a 50 m²50,0%
51 a 100 m²50,0%
101 a 200 m²0,0%
201 a 300 m²0,0%
301 a 400 m²0,0%
401 a 500 m²0,0%
acima de 500 m²0,0%

Casas e aptos alugados

ModalidadePorcentagem
Fiador0,0%
Depósito caução61,1%
T. de Capitalização0,0%
Seguro Fiança38,9%
Outros0,0%
LocalizaçãoPercentual
Central62,8%
Nobre7,0%
Demais Regiões30,2%
Motivo da mudançaPercentual
Mudou para um aluguel mais caro12,0%
Mudou para um aluguel mais barato54,0%
Mudou sem dar justificativa34,0%
Desconto concedido Casa / ApartamentoPercentual
Mesmo valor anunciado97,2%
Desconto de até 5%, ABAIXO do Anunciado2,8%
Desconto de 6% a 10%, ABAIXO do Anunciado0,0%
Desconto de 11% a 15%, ABAIXO do Anunciado0,0%
Desconto de 16% a 20%, ABAIXO do Anunciado0,0%
Desconto de 21% a 25%, ABAIXO do Anunciado0,0%
Desconto de 26% a 30%, ABAIXO do Anunciado0,0%
Desconto maior que 30%, ABAIXO do Anunciado0,0%
Valor Aluguel Casa/aptoPercentual
Até R$5000,0%
de R$501 a $750,0012,1%
de R$751 a $1.000,003,0%
de R$1.001,00 a R$1250,0012,1%
de R$1.251,00 a R$1500,0021,2%
de R$1.501,00 a R$1750,0012,1%
de R$1.751,00 a R$2.000,006,1%
de R$2.001,00 a R$2.500,0021,2%
de R$2.501,00 a R$3.000,006,1%
de R$3.001,00 a R$3.500,003,0%
de R$3.501,00 a R$4mil0,0%
de R$4.001,00 mil a R$5mil3,0%
Mais e R$5mil0,0%

Evolução de venda e locação

MêsVariação/VendasVariação/Locações
Janeiro-39,51%-35,10%

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