Sede iFood, Osasco: empresa atende cerca de 60 milhões de pedidos mensais em todo País (Divulgação/iFood)
Dos 12 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (*Cioeste), responsável por representar, aproximadamente, 3% do PIB nacional, Osasco se destaca em alguns aspectos, a começar pela maior população, composta por 701.428 habitantes. O município aprovou, em dezembro do ano passado, orçamento de R$ 3,8 bilhões.
Também em dezembro, pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros, com dados disponíveis até 2019, apontou que Osasco saltou de R$ 76,6 bilhões em 2018 para R$ 81,9 bilhões em 2019 – crescimento de 6,9%. E os superlativos da potência econômica não param por aí. Hoje, o município detém o 2º maior PIB do estado de São Paulo, atrás apenas da capital paulista.
Em obras: galpão da 99 possui 30 mil metros quadrados e capacidade para receber até 1.500 funcionários (Divulgação/Bresco)
Reduto de grandes empresas
Desenvolvido inicialmente para receber até 13 locatários, o empreendimento logístico Triple A construído pela empresa especializada em terceirização imobiliária Bresco, no município de Osasco, teve sua área totalmente alugada para a empresa de tecnologia 99, que oferece serviços de transporte por app, delivery e pagamentos. Com custo previsto em R$ 150 milhões, o galpão possui 30 mil metros quadrados e capacidade para receber até 1.500 funcionários. A previsão da entrega da obra é fevereiro de 2022. Outra novidade é a chegada da Ascenty, líder no mercado de data centers na América Latina. A companhia escolheu Osasco para construir sua próxima unidade, com investimento total de R$ 220 milhões.
A vinda 99 e da Ascenty, fazem parte do forte movimento que tem ocorrido em Osasco nos últimos anos, com a chegada da sede ou mesmo operação de gigantes como Mercado Livre, iFood, Rappi, Uber, Facily, Dafiti, Agaxtur, B2W, Shopper, DHL, Track & Field, Ambev, Camil, entre outras. O notável número de empresas de tecnologia reunidas na cidade, rendeu um apelido: ‘Oz Valley’, em homenagem ao Vale do Silício, localizado em São Francisco, na Califórnia, EUA, mundialmente famoso por abrigar muitas startups e empresas globais de tecnologia como Intel, Google, Apple, Facebook e Netflix.
Imagem panorâmica da sede do gigante do e-commerce Mercado Livre, em Osasco (Divulgação/Mercado Livre)
Política de atração de empresas
Para tornar Osasco a ‘queridinha das empresas de tecnologia’, nos últimos anos, a Prefeitura implementou algumas medidas que têm contribuído com a mudança de companhias para a cidade. A redução da taxa de ISS (imposto municipal) de 3% para 2% em 2018, foi uma delas.
Antes de entrar em detalhes, é preciso destacar que, não obstante os incentivos fiscais oferecidos, a localização estratégica e privilegiada de Osasco, cortada pelas principais rodovias do estado, como Castello Branco, Bandeirantes e Rodoanel, sendo o caminho perfeito para empresas que atuam no setor de e-commerce, por exemplo.
Em entrevista ao jornal ‘Folha de SP’, o secretário de finanças de Osasco, Bruno Mancini, afirmou: “A simplificação no sistema fiscal dessas empresas e a agilização de papeladas para empresas de tecnologia deixou a cidade muito convidativa”.
Mais empresas, mais empregos
Em dezembro do ano passado, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, o município de Osasco apresentou saldo positivo de 24.304 empregos entre os meses de janeiro e novembro. Já em relação a abertura de empresas, entre 1º de janeiro e 30 novembro, o município totalizou 8.302 novas empresas.
Polo tecnológico no centro das atenções
Em entrevista ao Giro S/A, em novembro do ano passado, o secretário de Desenvolvimento e Inovação de Osasco, Gerson Pessoa (Podemos), revelou à jornalista e editora-chefe do jornal Giro, Vanessa Dainesi, que a cidade deve ganhar um polo para formação tecnológica até o fim do mandato do prefeito Rogério Lins (Podemos) na região do Bonfim. “Nosso maior desafio é a construção do parque e polo tecnológico para proporcionar a mão de obra necessária às empresas do ramo de tecnologia. Temos uma demanda de vagas, mas faltam profissionais”, explicou o secretário.









