Osasco: Câmara aprova Moção de Repúdio à fala de deputado sobre assédio

Deputado estadual, Delegado Olim, afirmou em entrevista a um canal de podcast, que a deputada Isa Penna teve sorte por ter sido assediada 
Vereador Emerson Osasco apresentou Moção de Repúdio contra fala do deputado Delegado Olim (Ricardo Migliorini/CMO)

Os vereadores de Osasco aprovaram, durante sessão realizada na terça-feira (26), a Moção de Repúdio proposta pelo vereador Emerson Osasco (Rede), contra à fala do Delegado Olim (PP), relativa ao assédio sexual sofrido pela deputada Isa Penna (PCdoB). Recentemente, em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda”., o parlamentar afirmou que a deputada teve sorte por ter sido importunada pelo colega, Fernando Cury. “”teve sorte porque ela vai se eleger por causa disso”, disse o delegado na entrevista. 

O caso aconteceu em dezembro de 2020. Na ocasião, a deputada Isa Penna estava conversando com o presidente da Assembleia, Cauê Macris, quando o deputado Fernando Cury se aproximou da Mesa Diretora, se posicionou atrás da deputada, colocando a mão na lateral de seus seios. O caso teve repercussão nacional e provocou a suspensão do deputado por 180 dias.

Na tribuna, o vereador Emerson Osasco afirmou que a fala do deputado é repugnante. “Para mim quando qualquer homem que coloca as mãos em uma mulher sem autorização é estrupo. É repugnante o que ela sofreu e mais repugnante é ouvir de um homem que o que aconteceu foi sorte”, comentou o parlamentar ao falar sobre a violência sofrida pelas mulheres em todos os ambientes, públicos e privados. “Atos de violência contra a mulher não podem ser permitidos. É inadmissível”.

Juliana da Ativoz (PSOL) aproveitou a oportunidade para falar sobre a participação da mulher na política, sempre reduzida devido à objetificação da mulher. “Os partidos escolhem as mulheres não pela importância política, mas muitas vezes pela beleza. Os partidos não dão a devida importância para a mulher dentro das eleições. Precisamos olhar para a mulher como um sujeito de direito, com capacidade para formular políticas públicas”, declarou Juliana, ao reclamar que vê poucos homens defendendo as pautas das mulheres.