Saiba quem são os vereadores alvos da ação contra o PCC em Cotia

Operação em Cotia contra suposta lavagem de dinheiro do PCC mira três vereadores, candidato a deputado e outros seis investigados
Vereadores de Cotia
Serginho Luiz, Eduardo Nascimento e Yago Bezerra Neres (Divulgação/Câmara de Cotia)

Três vereadores de Cotia estão entre os alvos da Operação Cátaros, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) na manhã desta quinta-feira (20) para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os vereadores Yago Bezerra Neres (União Brasil), Sergio Luiz de Freitas, o Serginho Luiz (PSB), e Eduardo Nascimento (PSB) são alvo de mandados de busca e apreensão. A Câmara Municipal de Cotia também está entre os locais onde os agentes cumprem medidas judiciais.

A operação também teve como alvo Emerson Dias Rocha, conhecido como Felipinho, candidato a deputado estadual pelo Podemos. Contra ele foi expedido mandado de prisão preventiva. A esposa do candidato, Francisca de Sousa Sá, também é alvo de ordem de prisão e, segundo as informações divulgadas sobre a operação, está no exterior.

De acordo com o Ministério Público, a investigação apura a possível ligação dos alvos com integrantes do PCC e a participação em um suposto esquema de lavagem de dinheiro. O papel individual de cada investigado ainda está sendo apurado.

21 endereços são alvo da operação

A Operação Cátaros alcança 21 endereços em cinco cidades. Além de Cotia, há mandados em São Paulo, Jandira e São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, e em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

As equipes também cumprem medidas para apreensão de veículos e outros bens relacionados à investigação. A operação mobiliza 96 policiais militares do 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e 80 policiais civis.

O que foi apreendido

Nos endereços relacionados a Emerson Rocha, os agentes apreenderam um Jeep Commander, um computador e um pen drive.

Nas buscas ligadas ao vereador Yago Bezerra, foram apreendidos uma Mitsubishi Triton, um Chevrolet Onix e dois celulares.

No endereço relacionado a Sergio Luiz de Freitas, foram recolhidos dois celulares. Já nos locais vinculados a Eduardo Nascimento, não houve apreensão de materiais, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

Outras seis pessoas também são investigadas. Com elas, os agentes apreenderam celulares, documentos, computadores, veículos, coletes, pistolas e dinheiro em espécie.

Quem são os vereadores investigados em Cotia?

Os três parlamentares exercem mandato na Câmara de Cotia e têm diferentes trajetórias na política municipal.

Sergio Luiz de Freitas, o Serginho Luiz, nasceu em Cotia e está no segundo mandato como vereador pelo PSB. Foi reeleito em 2024. Antes de chegar ao Legislativo, trabalhou como assessor parlamentar a partir de 2008 e também teve experiência no setor privado. Atualmente, cursa Gestão Pública.

Eduardo Nascimento nasceu em São Paulo e mora em Cotia há anos. Empresário, iniciou sua atuação política nos bairros do município. Já exerceu mandato de vereador e também trabalhou na gestão esportiva da cidade. Foi reeleito para a Câmara em 2024.

Yago Bezerra Neres foi criado no Jardim Sabiá, em Cotia, e está no primeiro mandato como vereador. Antes de assumir a cadeira no Legislativo, acumulou mais de dez anos de atuação no setor público, com passagens pelo Procon, Secretaria da Juventude e Câmara Municipal. Atualmente, preside a Comissão de Bem-Estar Animal.

Candidato a deputado em Cotia é investigado

Emerson Dias Rocha, o Felipinho, é candidato a deputado estadual pelo Podemos e um dos principais alvos da Operação Cátaros.

Segundo o MPSP, ele é apontado pelos promotores como responsável por um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao crime organizado. Rocha já está preso e possui antecedentes criminais, incluindo passagem por investigação de homicídio, conforme as informações divulgadas sobre a operação.

A investigação busca identificar as conexões entre os alvos e integrantes do PCC, além de esclarecer a participação de cada pessoa no esquema investigado.

O Jornal Giro segue em busca de contato com os investigados na ação. O espaço permanece aberto para manifestação dos envolvidos e de suas defesas.

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