A sessão da Câmara de Osasco de terça-feira (17) foi marcada por um debate envolvendo qual é o papel dos parlamentares. A discussão surgiu após a vereadora Juliana da Ativoz (Psol) revelar que o Hospital Municipal Antônio Giglio estava sem acesso à internet, desde segunda-feira (16), e que a falta do serviço estaria provocando problemas no encaminhamento de pacientes para a pediatria.
“No outono temos aumento nos casos de problemas respiratórios e aumento de casos de covid-19. Não podemos deixar um serviço dessa importância sem comunicação. Já recebi denúncias sobre falta de pediatras e desorganização”, reclamou a parlamentar, que cobrou providências e reforçou a importância do SUS (Sistema Único de Saúde).
O mesmo fato também foi denunciado pelo vereador Pelé da Cândida (MDB). “Vejo com muita tristeza essa informação. O contrato da empresa que fornece serviços ao Hospital Antônio Giglio tem um valor alto e o serviço tem de ser exemplar. Já visitei o Antônio Giglio e confesso que não gostei de algumas coisas que vi”, alertou Pelé.
O parlamentar afirmou que a maioria dos vereadores recebe reclamações sobre a rede de saúde municipal e apontou que a crise provocada pela pandemia da covid-19 aumentou o número de usuários no SUS. “A pessoa escolhia se comia ou pagava convênio. Então, houve procura pelos serviços do SUS. Sabemos das dificuldades, mas não podemos deixar que algumas coisas aconteçam”, justificou.
No entanto, ao falar sobre a questão, Elsa Oliveira (Podemos) frisou que, apesar de a maioria dos vereadores estarem na base do governo não significa que não haja fiscalização e cobranças. “Nós trabalhamos de domingo a domingo. Eu convido quem critica a acompanhar a nossa agenda. Nós não ficamos de braços cruzados. Estamos vendo tudo que acontece na cidade. Fiscalizamos os trabalhos e não passamos a mão na cabeça do prefeito não. E falamos que a saúde precisa melhorar, sim”, garantiu a vereadora.







