Na Câmara, Franco defende mandato e diz que acredita na Justiça

Ao Giro S/A Franco negou as acusações de abuso de poder político.

O prefeito de Cotia, Rogério Franco (PSD), esteve nesta terça-feira, 17, na Câmara de Cotia onde defendeu sua permanência no mandato de prefeito. Ele e o vice-prefeito Almir Rodrigues (PSDB) tiveram seus mandatos cassados após serem acusados de abuso de poder político nas eleições de 2016.

Na Câmara, o prefeito lembrou que a Justiça já anulou essa sentença antes e afirma que ingressará com recurso no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “Nós já conseguimos a anulação dessa sentença. Acredito que juiz é parcial neste processo, pois não tem provas das acusações que foram feitas e, mesmo assim, decidiu nos condenar. Então, vamos ingressar com recurso de efeito suspensivo e acredito na Justiça”, explica revelando que segue trabalhando. “Sigo no mandato, trabalhando com muita dedicação para melhorar a nossa cidade. Então, fui à Câmara para esclarecer a população de que estou no meu mandato e que seguirei trabalhando até que tenha uma decisão definitiva da Justiça”, acrescenta.

Ao Giro S/A Franco negou as acusações de abuso de poder político. Entre as denuncias estão que ele [Franco] teria forçado funcionários da administração a apoiá-lo; e que teria ‘convocado de forma oficial’ agentes GCM para uma reunião. “Eu era apenas um candidato, não era prefeito. Não tinha autonomia, poder ou autoridade para convocar uma reunião com agentes. Além disso, sabemos que outros candidatos também apresentaram suas ideias para os guardas”, enfatiza.

APOIO DOS VEREADORES
Antes de utilizar a tribuna para defender o mandato e esclarecer os motivos da ação, o prefeito Rogério Franco recebeu apoio dos 12 vereadores que compõem a base do governo na Câmara. “Existem obras nos quatro cantos da cidade. Se alguém não vê deve procurar o programa de visão da administração e utilizar um óculos. Então, não vamos antecipar as coisas, deixem a Justiça fazer a parte dela, pois, quem sofre com isso é o povo que mais precisa”, disse o vereador Professor Osmar (PV).
Edson Silva (Republicano) também defendeu Franco e disse que a resposta às acusações será nas urnas. “Nossa resposta será nas urnas quando o senhor for reeleito. O prefeito tem feito um excelente trabalho pela cidade”, garante. Outros parlamentares também utilizaram a tribuna para defender Franco.

Pedido de afastamento

Apenas o vereador Eduardo Nascimento (PSB), que já se declarou de oposição, se manifestou contra o prefeito Rogério Franco e enfatizou que ele não pode permanecer no cargo. Além disso, o parlamentar protocolou na Câmara um pedido de afastamento de Franco que é baseado na condenação da quarta-feira, 11, na Justiça Eleitoral. “Ele não pode permanecer e é por isso que apresentei esse documento pedindo o afastamento. Protocolamos a sentença, e apontamos as inúmeras denúncias contra seus secretários”, aponta.

O presidente da Câmara, vereador Dr. Castor (PSD) disse que não cabe cassação na Câmara, pois não existe ato de improbidade administrativa. “O prefeito sofreu uma condenação, que ainda não é definitiva, pois é em 1ª instância, em relação a um processo eleitoral e não por um ato de improbidade administrativa. Expliquei para o vereador que não cabe esse tipo de documento, pois, a Câmara não julga ato eleitoral”, explica.

Já o prefeito Rogério Franco afirma que a oposição está utilizando o fato para criar fragilidade e assustar a população e ainda enfatiza que o pedido feito pelo parlamentar na Câmara não tem fundamento. “Vejo essa ação do vereador com um despreparo, pois, na verdade ele está na Câmara sem saber a real função do Legislativo. Se fosse uma ação de improbidade administrativa a Câmara teria competência de analisar, mas, como é uma ação eleitoral não é de competência da Câmara, ou seja, eles estão buscando criar fatos políticos e não administrativo. E por outro lado, ele não conhece e não tem condições psicológicas de querer entender”, finaliza.