Em ano eleitoral, as mulheres, que representam 51,03% da população brasileira, deveriam representar pelo menos a metade do Congresso Nacional. Dados da Secretaria de Políticas Para as Mulheres apontam que em 2014 apenas 9,9% dos deputados federais eleitos eram do sexo feminino.
Uma pesquisa feita pela Consultoria Pulso Público a pedido do MTP (Movimento Transparência Partidária), mostra que a cada dez eleitores filiados a partidos políticos apenas quatro são mulheres e a maioria das siglas possui entre 40% e 46% de filiadas. Neste cenário, os partidos PMB e PRB têm a maioria de mulheres filiadas (55% e 51%, respectivamente). Já a Rede e Novo têm menos de 40% de mulheres entre os seus filiados.
Segundo a Lei 9.504/1997, cada partido ou coligação deve conter entre 30 e 70% de vagas para candidaturas de cada sexo.
Política e Poder
Para muitos a implantação de cotas de participação em todas as instâncias seria a solução. A advogada criminal, procuradora de Justiça de São Paulo aposentada, Luiza Eluf e a deputada federal Renata Abreu (Pode) defendem esta ideia.
“O certo seria termos 30% de vagas não apenas nos partidos políticos, mas nas casas Legislativas, no Executivo e no Judiciário”, afirma Luiza Eluf.
Segundo ela, a coisa mais difícil para as mulheres é conseguir espaço na política. “Nesse reduto, os homens fecham o cerco, ajudam-se mutuamente e excluem a entrada das mulheres”, disse.
Para a deputada federal Renata Abreu é fundamental a adoção decotas obrigatórias de cadeiras femininas no Parlamento e estímulos do poder público para que os partidos admitam mais mulheres em sua estrutura decisória. Ela ressalta que a estrutura de poder dos partidos políticos brasileiros é, historicamente, dominada por homens. “Dessa forma, as cúpulas partidárias distribuem as verbas reproduzindo as práticas discriminatórias da sociedade contra a mulher”, afirmou.
Procurada pela reportagem do Giro S/A, a deputada federal, Bruna Furlan não deu retorno até o fechamento da edição.






