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Motoboys e entregadores protestam em Osasco e Barueri

Segundo a categoria, as ações buscam garantir quatro principais reivindicações. Entre elas, a de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega; saiba mais
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Manifestantes fizeram motociata de SP até Osasco (Paulo Pinto/Agência Brasil)

Segundo a categoria dos motoboys, as ações buscam garantir quatro principais reivindicações. Entre elas, a de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega; saiba mais

Motoboys e entregadores de delivery, de empresas como iFood, Uber Flash e 99 Entrega, paralisaram as atividades nesta segunda (31) por melhores condições de trabalho e pagamento. O movimento realizou pontos de protesto em Osasco e Barueri. A manifestação deve se estender amanhã, terça (1⁰).

Nas redes sociais, vídeos mostram os profissionais fazendo protestos em algumas capitais, como Recife, Natal, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. A ação é organizada pelo movimento “Breque dos Apps”.

Segundo a categoria, a greve busca garantir quatro principais reivindicações. São elas: o estabelecimento de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega; o aumento do valor pago por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50; a limitação do raio de atuação das bicicletas para três quilômetros; além da remuneração integral de cada pedido quando múltiplas entregas são agrupadas em uma mesma rota.

Conforme o Sindicato dos Motoboys de São Paulo (SindimotoSP), as pautas da greve são tidas como essenciais para os motoboys e entregadores brasileiros, para que estes não continuem sendo explorados pelas plataformas.

“Há 10 anos, não aumentam valor de entrega, pelo contrário, só diminuíram, causando um prejuízo enorme na renda salarial dos trabalhadores enquanto ficam milionárias. Além disso, sujeitam os entregadores a longas jornadas de trabalho, sem nenhum benefício garantido pela CLT como hora extra, remuneração mínima, DSR, adicional noturno e de periculosidade, entre outras garantias de trabalho”, explica o SindimotoSP.

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Manifestação dos motoboys em Osasco e Barueri: veja mais detalhes

Em Osasco, as ações ocorreram na avenida dos Autonomistas, em frente à sede do iFood, região central da cidade. Há pontos de congestionamentos na região do Vila Yara.  

Antes de chegarem ao local, os motoboys e entregadores saíram em motociata. O grupo se concentrou na Praça Charles Miller, no Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo, e seguiu para Osasco. Os manifestantes exigem que um representante receba lideranças para uma reunião. A empresa é líder do mercado de entrega de comida na América Latina.

Motoboys protestam em Osasco e Barueri (Reprodução/Redes Sociais e Mais Segurança Já Para Alphaville-SP e Arredores, por @reginabaptista_)

“Nessa década de exploração sem limites feita pelas empresas de app, recebendo inclusive aportes bilionários de investimentos, os trabalhadores viram a gasolina aumentar, preços de equipamentos de segurança para moto e individuais serem reajustados, inclusive os valores para regularizar anualmente os documentos da moto e CNH”, afirma o SindimotoSP.

Já em Barueri, as ações dos motoboys e entregadores ocorrem em frente ao centro de capacitação do McDonald’s, a Universidade do Hambúrguer, em Alphaville.

“Só para ter uma ideia da injustiça praticada pelas empresas de aplicativo contra o trabalhador nesse tempo todo, os registrados em CLT tiveram aumento nos ganhos salariais de quase 99%, enquanto os entregadores de aplicativos amargaram redução de quase 72%”, ressalta o Sindimoto.

Greve dos notoboys e entregadores: o que diz os aplicativos

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa a maioria das empresas do setor de entregas por aplicativo, afirmou que suas associadas “atuam dentro de modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos entregadores, que geram renda com os aplicativos, e a situação econômica dos usuários, que buscam formas acessíveis para utilizar serviços de delivery.”

Segundo o órgão, as empresas apoiam a regulação do trabalho intermediado por plataformas digitais, visando garantir a segurança jurídica das atividades, assim como a proteção social dos trabalhadores.

“De acordo com o último levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a renda média de um entregador do setor cresceu 5% acima da inflação entre 2023 e 2024, chegando a R$ 31,33 por hora trabalhada”, diz o comunicado.

iFood é líder do mercado de entrega de comida na América Latina (Divulgação/iFood)

Já o iFood emitiu nota ao portal de notícias “G1”, explicando que respeita o direito à manifestação pacífica e se colocou e disposição para dialogar com os entregadores e motoboys.

“Reforçamos que é importante respeitar o funcionamento dos estabelecimentos parceiros e garantir a livre circulação de funcionários e da população em geral, conforme previsto na Constituição”, destacou.

No comunicado, a empresa também disse que tem estudado a viabilidade de fazer um reajuste no valor pago por km rodado ainda 2025.

Confira as reivindicações solicitadas pelos motoboys

  • Reajuste da taxa mínima: de R$ 6,50 para R$ 10,00 por entrega;
  • Aumento do valor por quilômetro: de R$ 1,50 para R$ 2,50, garantindo que o custo do deslocamento seja coberto de forma justa;
  • Limitação das rotas de bicicleta: máximo de 3 km por pedido, respeitando os limites físicos dos ciclistas;
  • Pagamento de taxa integral por entrega: que cada entrega seja paga integralmente, sem cortes arbitrários quando há múltiplos pedidos no mesmo trajeto.

* Com informações dos portais CBN, Agência Brasil, UOL, Veja e G1.

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