Explosão no Osasco Plaza Shopping completa 30 anos; veja como foi a tragédia

O Osasco Plaza Shopping havia sido inaugurado um ano antes da tragédia. Incidente ocorreu na praça de alimentação do local; saiba mais  
Na época do incidente, o prefeito Celso Giglio, decretou luto oficial de três dias (Divulgação/Osasco Plaza Shopping)

Completa nesta quinta-feira (11), 30 anos da tragédia no Osasco Plaza Shopping. Na véspera do Dia dos Namorados de 1996, uma explosão ocorrida na hora do almoço rompeu o piso da praça de alimentação do centro de compras, causando 42 mortes e deixando outros 371 frequentadores feridos.

O empreendimento havia sido inaugurado um ano antes da tragédia. Operários da Prefeitura, agentes do Corpo de Bombeiros e mil homens do Exército participaram dos trabalhos de resgate das vítimas, grande parte delas debaixo dos escombros. Na época, o prefeito Celso Giglio (1941-2017) decretou luto oficial de três dias.

A perícia feita pelo Instituto de Criminalística de São Paulo comprovou que o incidente ocorreu devido a um vão entre o solo e o piso que não possuía ventilação. O documento também apontou falhas em roscas, vedações e localizações inadequadas na tubulação de gás, debaixo do piso, que não estavam incluídas no projeto oficial do Osasco Plaza Shopping.

Com o dinheiro do seguro, o Osasco Plaza Shopping passou por uma reforma, que custou R$ 4 milhões e, no fim de novembro daquele mesmo ano, voltou a reabrir as portas ao público. Devido aos cinco meses de lojas fechadas, os comerciantes tiveram que arcar com as despesas dos funcionários. Muitos empreendedores perderam tudo na explosão.

A Justiça de São Paulo condenou, após três anos, cinco pessoas pela tragédia sem precedentes: o diretor comercial do shopping Marcelo Marinho Zanotto, o engenheiro de segurança Antônio das Graças Fernandes e os engenheiros da construtora Rubens Molinari, Edson Pope e Flávio Camargo.

Em 2005, quase dez anos depois da explosão, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu os quatro engenheiros e o administrador, acusados de negligência.

Outros incidentes no Osasco Plaza Shopping

Após desabar parte do teto, a prefeitura ordenou a interdição total do centro de compras (Divulgação/Redes Sociais)

Em 2015, um novo incidente marca o espaço. Chuvas intensas provocaram a queda de uma placa de gesso no teto da praça de alimentação, sem deixar feridos.

Um dos casos mais recentes envolvendo o Osasco Plaza Shopping ocorreu em março de 2023. Parte da laje do estacionamento desabou sobre o corredor próximo ao cinema. Na ocasião, três veículos caíram no interior do prédio.

“Parte do piso antigo do estacionamento externo desabou, mas, graças a Deus e à rapidez, eficiência e agilidade de nossa equipe de segurança, não temos vítimas, felizmente. Após o susto, aparentemente só tivemos danos materiais constatados pelos técnicos, que após análise, constataram que a infraestrutura do prédio não tem nenhum sinal de gás e a parte da laje que desabou é muito antiga, causando o incidente.”, afirmou Davi Rocha, superintendente do centro comercial, por meio de nota divulgada à imprensa, na época do acidente.

O local foi evacuado minutos antes e não houve vítimas, mas o prefeito de Osasco, na época, Rogério Lins (Podemos), determinou a interdição total e a cassação do alvará do shopping para vistorias técnicas integrais. Após meses de reforma, o empreendimento voltou a abrir suas portas ainda no mesmo ano.

Osasco Plaza em números

Osasco Plaza

Centro Comercial é um dos mais importantes da cidade (Divulgação/Osasco Plaza Shopping)

Em 1995, Osasco Plaza possuia, dois pisos de lojas e dois pisos de estacionamento com 1.200 vagas. Entre as 250 lojas, há presença de marcas âncoras como Casas Bahia, Marisa, Lojas Americanas e Riachuelo.

Com 130 funcionários do próprio shopping, as lojas geram a contratação de mais de 1.500 funcionários. O espaço recebia uma média de 80.000 mil visitas/dias.

Segundo o portal de notícias “InfoMoney”, o complexo comercial faz parte do portfólio do FII BTG Pactual Shoppings (BPML11). O fundo é dono de cerca de 40% do espaço e conta com outros seis centros de compras localizados em quatro estados. Juntos, os espaços somam patrimônio líquido de R$ 534 milhões.

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