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Mais de 9 mil crianças nas filas das creches

Osasco, Barueri, Santana de Parnaíba e Cotia constroem unidades, mas carência persiste
Osasco pretende zerar fila até 2020 – Foto: Secom

Mães que não podem pagar babá ou berçário e não têm com quem deixar seu bebê dependem da creche pública. A criança tem direito assegurado à creche e pré-escola pela Constituição Federal. Mas déficit de vagas é comum.
Osasco tem a maior fila: 5.622 crianças. “Peguei fila de 12 mil. Já abaixamos mais de 50%. Serão mais 10 creches este ano. Acabaremos o governo próximo de zerar a fila”, afirma o prefeito Rogério Lins (Pode). Atualmente há 84 municipais e 16 conveniadas.
Barueri tem 34 Maternais. A gestão atual construiu 7. A fila é de cerca de 2 mil crianças. Cotia possui 32 creches e 7 escolas do Berçário ao 5º ano. Em 2019, serão inauguradas 3 e há planos de outras 8. Há 1.235 crianças em fila.
Santana de Parnaíba é caso atípico: tem 25 creches (12 da atual gestão) e 520 vagas em aberto. Mas há 457 crianças aguardando vaga em local de preferência dos pais.
Segundo Debora Cardoso, professora de Pedagogia do Mackenzie, uma das metas do Plano Nacional de Educação é atender no mínimo 50% de crianças de 0 a 3 anos até 2024. “Requer visibilidade da criança, investimento em estruturas, valorização do professor e formação continuada.”
A Emenda Constitucional que tornou obrigatório o ensino de 4 a 17 anos fragmentou a Educação Infantil, de acordo com Debora. “A medida excluiu crianças de 0 a 3 anos e abalou a concepção de creche como espaço legítimo de educação e cuidado da criança pequena”, afirma.