A decisão de ações judiciais ou votação de contas pode complicar a liberação de candidaturas na eleição de 2020. Nessa semana, dois resultados movimentaram a política da região. Em um deles, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou uma condenação do prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSDB), que resultaria em sua inelegibilidade. Ele é pré-candidato à reeleição em 2020.
Furlan recorria de uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre uma denúncia de publicidade irregular na eleição de 2012, em prol das candidaturas de Carlos Zicardi e Cilene Bitencourt.
Na decisão o ministro Admar Gonzaga definiu o retorno do processo ao TRE. “Dou-lhes provimento, a fim de anular o acórdão regional, bem como determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para análise de recurso.”
Na terça-feira, 30, Furlan disparou contra a oposição. “Não queremos que Barueri seja palco de briga política, por isso, o prefeito, os vereadores e os secretários estão unidos”, disse.
OUTROS CASOS
O ex-prefeito de Osasco Jorge Lapas, filiado ao PDT, teve contas do exercício de 2015 rejeitadas, na segunda, 29, pela Câmara. Os vereadores seguiram o parecer do Tribunal de Contas que aponta que o prefeito não aplicou 25% do orçamento na Educação, mas sim, 21,44%.
Lapas diz que a medida é eleitoreira. “É estranho essa mudança de lado e opinião. Mas, com certeza, quem pediu para eles [vereadores] reprovarem minhas contas tem o interesse de impedir uma possível candidatura”, afirma.
Em Santana de Parnaíba, o ex-prefeito Silvinho Peccioli (filiado ao DEM), que não descarta disputar prefeitura, também teve problemas. Em 2017, as contas de 2012 foram barradas pelos vereadores. Ao Giro S/A, Peccioli garante que vai procurar a Justiça. “Vou ingressar com a revisão dessa decisão e espero que até a eleição já tenha resolvido.”






