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Justiça do Trabalho de São Paulo é formada majoritariamente por mulheres, diz pesquisa

​ Levantamento aponta que 53,1% do total de servidores e magistrados são mulheres

Em um estudo elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado na segunda- feira (04), uma pesquisa sobre o total de servidores públicos que compõem o quadro de funcionários do Judiciário em todo o Brasil.

A composição dos tribunais brasileiros ainda é predominantemente masculina. Na Justiça do Trabalho de São Paulo (2ª Região), no entanto, esse quadro já se modificar.

O levantamento aponta que o TRT da 2ª Região que 53,1% do total de servidores e magistrados que atuam na Casa é de mulheres. Em todos os casos, superam o total de homens. Do total de desembargadores, 53,8% são mulheres; entre os juízes, 59,2% são mulheres; e, no quadro de servidores, as mulheres também são maioria: 52,5%. Já nos quadros de cargos de liderança do Regional, onde 51,3% são mulheres.

Com o intuito de diminuir a diferença a entre o número de magistrados e magistradas em exercício, o CNJ editou a Resolução nº 255/2018, que estabeleceu a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário. Como consequência desse, também foi elaborado o relatório sobre o Diagnóstico da participação feminina no Poder Judiciário, no qual se notou que 76% dos tribunais brasileiros num período de dez anos (de entre 2009 e 2018), foi visto que os órgãos do Judiciário são majoritariamente masculinos.

No início deste ano, a ministra Maria Cristina Peduzzi, tomou posse como presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), sendo a primeira mulher a presidir a corte superior trabalhista. Entre os tribunais regionais do trabalho (TRTs), figuram como presidentes 11 desembargadoras num total de 24 regionais.