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Justiça condena 11 pessoas por desvio de recursos no Hospital Geral de Carapicuíba

Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de prisão e correspondem às práticas dos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. As investigações começaram em 2019
Hospital Geral e Ambulatório de Especialidades foram alvo de investigação (Cris Castello Branco/Governo do estado de SP/Divulgação)

Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de prisão e correspondem às práticas dos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. As investigações começaram em 2019

Durante sentença realizada em 25 de novembro, a Justiça condenou 11 pessoas acusadas de desvio de verbas da área da saúde, que deveriam ser usadas no Hospital Geral (HGC) e no Ambulatório de Especialidades Médicas em Carapicuíba, quando as unidades eram geridas pela Organização Social de Saúde Associação Irmandade de Pacaembu. Entre os réus estão diretores do HGC e empresários. Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de prisão e correspondem às práticas dos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

Ainda segundo a sentença, foi decretado as perdas de bens apreendidos, incluindo uma aeronave. De acordo com o Ministério Público, o esquema permitiu o apoderamento ilícito de R$ 10 milhões, oriundos de 17 contratos firmados com o poder público. 

As investigações começaram em em 2019 após um funcionário do HGC relatar os altos gastos dispendidos pela organização social que assumiu a gestão daquela unidade de saúde, as investigações da Promotoria se depararam com fatos similares ocorridos em outros municípios e que já vinham sendo alvos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A Operação Raio-X, deflagrada em 2020, cumpriu mandados contra envolvidos com o esquema em Penápolis e Birigui.

Dois diretores do Hospital Geral de Carapicuíba foram responsáveis pelos contratos que justificavam a saída do dinheiro dos cofres públicos. Dois empresários recebiam o dinheiro desviado e devolviam parte para os demais integrantes da organização criminosa. Outro integrante da organização era responsável por emitir as ordens do líder, além disso, ele cobrava e exigia a execução de tarefas dos demais membros da organização criminosa. Este homem, também figurou como motorista fantasma do hospital.

Para fechar o “esquema”, uma empresária suspeita abriu empresas especificamente para os desvios, sacava em dinheiro os valores oriundos do crime e distribuía entre os demais membros da organização criminosa.

*Com informações do Ministério Público.