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IPCA: custo de vida sobe 0,24% em junho, segundo IBGE

Com a bandeira tarifaria vermelha patamar 1, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto individual no IPCA do mês
IPCA
Em São Paulo foi registrado variação de 2,94% em energia elétrica (Divulgação/Freepik)

Com a bandeira tarifaria vermelha patamar 1, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto individual no IPCA do mês

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho registrou variação de 0,24%, 0,02 ponto percentual (p.p.), abaixo da taxa de 0,26% registrada no mês anterior, maio. No ano, o IPCA acumula alta de 2,99% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,35%, acima dos 5,32% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a variação havia sido de 0,21%.

A energia elétrica residencial é a que tem mais impactado no IPCA do mês.

 Taxa
Junho de 20250,24%
Maio de 20250,26%
Junho de 20240,21%
Acumulado no ano2,99%
Acumulado nos últimos 12 meses5,35%

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IPCA: apenas um grupo ficou negativo

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação negativa (-0,18%) em junho. Os demais ficaram entre o 0,99% de Habitação e o 0,00% de Educação.

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
MaioJunhoMaioJunho
Índice Geral0,260,240,260,24
Alimentação e bebidas0,17-0,180,04-0,04
Habitação1,190,990,180,15
Artigos de residência-0,270,08-0,010,00
Vestuário0,410,750,020,04
Transportes-0,370,27-0,080,05
Saúde e cuidados pessoais0,540,070,070,01
Despesas pessoais0,350,230,040,02
Educação0,050,000,000,00
Comunicação0,070,110,000,01
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços    

Energia elétrica: forte influência

Com a vigência da bandeira tarifaria vermelha patamar 1 em junho, acrescentando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos, a energia elétrica residencial (2,96%) foi o subitem com o maior impacto individual no IPCA do mês (0,12 p.p.). Em São Paulo foi registrado variação de 2,94%.

No ano, no Brasil, a luz residencial acumula elevação de 6,93%, destacando-se como o principal impacto individual (0,27 p.p.) no resultado acumulado do IPCA (2,99%). Esta variação (6,93%) é a maior para um 1ª semestre desde o ano de 2018 quando o acumulado foi de 8,02%.

RegiãoVariação (%)Variação Acumulada (%)
JunhoAno12 meses
Belo Horizonte8,5712,5111,33
São Luís5,396,105,72
Porto Alegre4,4112,0612,65
Rio Branco3,992,770,72
Aracaju3,3111,6913,41
Curitiba3,283,696,85
São Paulo2,946,563,75
Goiânia2,885,6511,55
Campo Grande2,805,095,23
Recife2,368,549,49
Belém2,336,262,69
Fortaleza1,516,854,27
Rio de Janeiro1,293,913,71
Vitória1,064,924,68
Salvador0,365,515,78
Brasília-2,776,152,35
Brasil2,966,936,13
IPCA
No Vestuário, a alta no IPCA foi de 0,75% (Divulgação/Freepik)

Outros setores

O grupo dos Transportes, após o recuo de 0,37% em maio, variou 0,27% em junho. Mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%), as variações no transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóvel (1,03%) impulsionaram a alta.

No Vestuário (0,75%) destacam-se as altas na roupa masculina (1,03%), nos calçados e acessórios (0,92%) e na roupa feminina (0,44%).

O grupo Alimentação e bebidas, que possui o maior peso no índice, foi o único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados a apresentar variação negativa em junho (-0,18%) após a alta de 0,17% em maio. Após nove meses consecutivos de altas, a queda em junho foi impulsionada pela alimentação no domicílio que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com as quedas do ovo de galinha (-6,58%), do arroz (-3,23%) e das frutas (-2,22%). No lado das altas destaca-se o tomate (3,25%).

A alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46% em junho, frente ao 0,58% de maio. O subitem lanche acelerou de 0,51% em maio para 0,58% em junho, e a refeição, por sua vez, saiu de 0,64% em maio para 0,41% em junho.

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