Com a bandeira tarifaria vermelha patamar 1, a energia elétrica residencial foi o subitem com o maior impacto individual no IPCA do mês
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho registrou variação de 0,24%, 0,02 ponto percentual (p.p.), abaixo da taxa de 0,26% registrada no mês anterior, maio. No ano, o IPCA acumula alta de 2,99% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,35%, acima dos 5,32% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2024, a variação havia sido de 0,21%.
A energia elétrica residencial é a que tem mais impactado no IPCA do mês.
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| Taxa | |
|---|---|
| Junho de 2025 | 0,24% |
| Maio de 2025 | 0,26% |
| Junho de 2024 | 0,21% |
| Acumulado no ano | 2,99% |
| Acumulado nos últimos 12 meses | 5,35% |
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IPCA: apenas um grupo ficou negativo
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação negativa (-0,18%) em junho. Os demais ficaram entre o 0,99% de Habitação e o 0,00% de Educação.
| Grupo | Variação (%) | Impacto (p.p.) | ||
|---|---|---|---|---|
| Maio | Junho | Maio | Junho | |
| Índice Geral | 0,26 | 0,24 | 0,26 | 0,24 |
| Alimentação e bebidas | 0,17 | -0,18 | 0,04 | -0,04 |
| Habitação | 1,19 | 0,99 | 0,18 | 0,15 |
| Artigos de residência | -0,27 | 0,08 | -0,01 | 0,00 |
| Vestuário | 0,41 | 0,75 | 0,02 | 0,04 |
| Transportes | -0,37 | 0,27 | -0,08 | 0,05 |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,54 | 0,07 | 0,07 | 0,01 |
| Despesas pessoais | 0,35 | 0,23 | 0,04 | 0,02 |
| Educação | 0,05 | 0,00 | 0,00 | 0,00 |
| Comunicação | 0,07 | 0,11 | 0,00 | 0,01 |
| Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços | ||||
Energia elétrica: forte influência
Com a vigência da bandeira tarifaria vermelha patamar 1 em junho, acrescentando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos, a energia elétrica residencial (2,96%) foi o subitem com o maior impacto individual no IPCA do mês (0,12 p.p.). Em São Paulo foi registrado variação de 2,94%.
No ano, no Brasil, a luz residencial acumula elevação de 6,93%, destacando-se como o principal impacto individual (0,27 p.p.) no resultado acumulado do IPCA (2,99%). Esta variação (6,93%) é a maior para um 1ª semestre desde o ano de 2018 quando o acumulado foi de 8,02%.
| Região | Variação (%) | Variação Acumulada (%) | |
|---|---|---|---|
| Junho | Ano | 12 meses | |
| Belo Horizonte | 8,57 | 12,51 | 11,33 |
| São Luís | 5,39 | 6,10 | 5,72 |
| Porto Alegre | 4,41 | 12,06 | 12,65 |
| Rio Branco | 3,99 | 2,77 | 0,72 |
| Aracaju | 3,31 | 11,69 | 13,41 |
| Curitiba | 3,28 | 3,69 | 6,85 |
| São Paulo | 2,94 | 6,56 | 3,75 |
| Goiânia | 2,88 | 5,65 | 11,55 |
| Campo Grande | 2,80 | 5,09 | 5,23 |
| Recife | 2,36 | 8,54 | 9,49 |
| Belém | 2,33 | 6,26 | 2,69 |
| Fortaleza | 1,51 | 6,85 | 4,27 |
| Rio de Janeiro | 1,29 | 3,91 | 3,71 |
| Vitória | 1,06 | 4,92 | 4,68 |
| Salvador | 0,36 | 5,51 | 5,78 |
| Brasília | -2,77 | 6,15 | 2,35 |
| Brasil | 2,96 | 6,93 | 6,13 |

Outros setores
O grupo dos Transportes, após o recuo de 0,37% em maio, variou 0,27% em junho. Mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%), as variações no transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóvel (1,03%) impulsionaram a alta.
No Vestuário (0,75%) destacam-se as altas na roupa masculina (1,03%), nos calçados e acessórios (0,92%) e na roupa feminina (0,44%).
O grupo Alimentação e bebidas, que possui o maior peso no índice, foi o único dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados a apresentar variação negativa em junho (-0,18%) após a alta de 0,17% em maio. Após nove meses consecutivos de altas, a queda em junho foi impulsionada pela alimentação no domicílio que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com as quedas do ovo de galinha (-6,58%), do arroz (-3,23%) e das frutas (-2,22%). No lado das altas destaca-se o tomate (3,25%).
A alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,46% em junho, frente ao 0,58% de maio. O subitem lanche acelerou de 0,51% em maio para 0,58% em junho, e a refeição, por sua vez, saiu de 0,64% em maio para 0,41% em junho.
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