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Imposto de renda 2026: reforma no imóvel entra na declaração? Entenda

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Pinturas e reparos elétricos significam apenas conservação do imóvel (Divulgação/Freepik)

O interesse por reformas e manutenção residencial segue em alta, impulsionado pela crescente valorização do imóvel como ativo financeiro. Cada vez mais, proprietários investem em melhorias para preservar o patrimônio, aumentar o conforto e potencializar o valor de mercado das propriedades.

De acordo com a rede de atacarejo de materiais de construção Obramax, em torno de 73% dos consumidores do setor de materiais de construção estão focados em reformas e reparos, enquanto apenas uma parcela menor investe na construção de novos imóveis.

Com a abertura do prazo de declaração do Imposto de Renda, muitos proprietários revisitam esses gastos. O que poucos sabem é que quando corretamente documentadas determinadas reformas podem ser incorporadas ao valor do imóvel reduzindo o imposto sobre ganho de capital em uma eventual venda.

Mais do que uma questão fiscal, o tema revela um problema estrutural: a falta de controle e rastreabilidade das obras residenciais.

Segundo a Houser, plataforma americana que estrutura e executa serviços residenciais com controle financeiro, a maior parte das reformas ainda ocorre sem documentação adequada, impedindo seu aproveitamento fiscal. “Não é apenas uma questão de declarar ou não declarar. Quando o proprietário não organiza os custos ao longo do tempo, ele perde a capacidade de tratar a reforma como parte do ativo e isso impacta diretamente o imposto pago no futuro”, afirma Felipe Rossi, CEO da Houser.

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(Divulgação/Freepik)

O que pode ser declarado no Imposto de Renda

A Receita Federal diferencia os gastos com imóveis de acordo com o impacto econômico que geram no patrimônio. Despesas que representam melhorias — ou seja, que aumentam o valor do imóvel, prolongam sua vida útil ou ampliam sua funcionalidade — podem ser incorporadas ao custo do bem na declaração do imposto de renda, como por exemplo:

  • troca completa de telhado;
  • reformas estruturais;
  • ampliação ou construção de novos ambientes; e
  • instalações permanentes como móveis planejados, piscinas ou energia solar.

Esses investimentos são considerados benfeitorias e podem reduzir o imposto devido na venda do imóvel desde que comprovados.

O que não entra na declaração como valorização

Você sabia que despesas de manutenção e conservação não podem ser incorporadas ao valor do imóvel na declaração do imposto de renda? Isso acontece porque esses gastos não geram valorização econômica direta do bem.

Serviços como pintura, troca de torneiras ou peças, pequenos reparos elétricos e a manutenção de portas, janelas e estruturas básicas são considerados apenas conservação do imóvel. Ou seja, ajudam a manter o bom estado da propriedade, mas não aumentam seu valor patrimonial.

O que é aceito pela Receita no imposto

Para que os valores sejam aceitos pela Receita Federal, é necessário comprovar os gastos com documentação formal, como notas fiscais, contratos e comprovantes de pagamento.

A qualificação da mão de obra é um fator determinante nesse processo. Profissionais qualificados operam com maior nível de formalização, o que garante a emissão de documentos válidos e reduz riscos de inconsistências fiscais. Além disso, diminuem retrabalho, erros técnicos e desvios de orçamento, fatores que impactam diretamente o custo total do imóvel.

A qualificação da mão de obra é um fator decisivo nesse processo. Profissionais capacitados tendem a atuar com maior nível de formalização, garantindo a emissão de documentos fiscais válidos e reduzindo riscos de inconsistências junto à Receita Federal.

Além disso, contar com especialistas qualificados ajuda a evitar retrabalhos, erros técnicos e desvios de orçamento, problemas que podem comprometer o andamento da obra e elevar significativamente o custo final do imóvel. Sem esse nível de organização mesmo reformas relevantes podem ser desconsideradas pela Receita Federal.

Dados de mercado indicam que uma parcela significativa das obras residenciais no Brasil ainda ocorre de forma informal, sem rastreabilidade financeira, o que limita o uso desses custos no planejamento tributário.

Reforma como estratégia financeira

Segundo a Houser, o principal erro está na forma como as reformas são conduzidas e não apenas na declaração. A ausência de controle, orçamento estruturado, documentação e mão de obra qualificada pode gerar dois impactos diretos: aumento do custo total do imóvel ao longo do tempo, além de maior carga tributária no momento da venda.

“A casa deixou de ser apenas um bem de uso e passou a ser um ativo financeiro relevante. Quando existe previsibilidade de preço, rastreabilidade da execução e organização da documentação a reforma deixa de ser um custo isolado e passa a ser parte da estratégia patrimonial”, finaliza Rossi.

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