Imposições legais criam armadilhas para governo Lins, diz PPS

Saúde na UTI. Piteri amenizou as críticas veladas que tem feito ao governo.
Piteri: “”Ser parceiro, não significa sermos submissos” (Foto: Daniel Sá)

2017 foi um ano difícil para a maioria dos prefeitos devido à necessidade de ajustes ao novo momento político e uma série de imposições legais herdadas das gestões anteriores, como por exemplo os Termos de Ajuste de Conduta (TACs), propostos pelo Ministério Público.

No caso de Osasco, houve demissões, fim dos processos seletivos e não renovação de contratos, criando-se uma espécie de armadilha para o governo. A avaliação é do ex-vereador e vice-presidente da Fundação Casa, Cláudio Piteri, cujo partido, PPS, integra o governo do prefeito Rogério Lins.

Claudio Piteri amenizou as críticas veladas que tem feito ao governo municipal desde o ano passado e, mais recentemente em seu jornal, quando afirmou que a Saúde está na UTI. De acordo com a publicação, Osasco tem perdido vagas de emprego, falta oportunidade para os jovens e também representantes nas esferas estadual e federal. “Falo da saúde do País como um todo, pois, é um problema nacional. Mas acho que não falta dinheiro para a Saúde, é necessário quebrar alguns paradigmas na gestão”, justificou ele, que deverá se candidatar a deputado estadual nas próximas eleições.

No entanto não concorda com as duras críticas recebidas pelo prefeito Rogério Lins que, de acordo com algumas lideranças políticas, teria rifado a Prefeitura e estaria pagando uma fatura alta, resultando num governo frágil. Piteri vê com bons olhos a atuação das várias siglas partidárias. “Dá ao governo uma noção que a cidade está acima das questões políticas e que existe um trabalho em conjunto para que Osasco supere as dificuldades”, pondera.

O papel do PPS, segundo o ex-vereador, é contribuir para a cidade avançar e opinar, dar sugestões, no entanto faz uma ressalva: “Ser parceiro, não significa sermos submissos. Temos nossas posições e nossas ideias”, diz.