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Greve na USP: Professores aderem à paralização após negociações não avanaçarem

A greve dos estudantes da USP completa cinco semanas. A principal demanda é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil
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Há mais de 5.000 educadores na USP (Fábio Durand/USP Imagens)

Os professores da Universidade de São Paulo (USP) aderem à greve em apoio aos estudantes, que estão paralisados desde o mês passado, e também por melhorias salariais. A decisão foi divulgada, nesta segunda-feira (25), após uma assembleia geral da Associação de Docentes da Universidade de São Paulo.

A votação contou com poucos professores, tanto presencialmente (cerca de 50) quanto online (aproximadamente 300). Há mais de 5.000 educadores na USP.

Entre as reivindicações propostas pelos professores, estão em aumento salarial e reajustes nos vencimentos. O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) oferece reajuste de 3,47%, enquanto os servidores reivindicam cerca de 7,39%.

Junto a isso, os docentes também pedem a retomada das negociações da reitoria com os alunos para o fim da greve estudantil, o aumento da bolsa do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe) de R$ 885 para R$ 1800, além da não criminalização do movimento estudantil.

A greve dos estudantes da USP completa cinco semanas. Os alunos realizaram uma ocupação do prédio da Reitoria da unidade, dias 7 e 10 de maio de 2026, durando cerca de 60 horas.

Na madrugada do dia 10 de maio, os quando a Polícia Militar realizou uma operação para retirar alunos que ocupavam a reitoria. Segundo os estudantes, ao menos cinco pessoas ficaram feridas na ação.

Negociações pelo fim da greve estudantil na USP

As negociações para o fim da greve estudantil na USP continuam travadas (Divulgação/USP Imagens)

As negociações para o fim da greve estudantil na USP continuam travadas. Duas reuniões já foram realizadas desde que a reitoria e os alunos retomaram o diálogo, a última delas na manhã desta segunda-feira (25), mas nenhum avanço foi alcançado.

A gestão do reitor Aluisio Segurado insiste na proposta original de encerramento da paralisação. O principal ponto de discórdia é o reajuste do Papfe (Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil).

Enquanto os estudantes exigem que o auxílio integral (atualmente em R$ 885) seja equiparado ao salário mínimo paulista (R$ 1.804), a universidade oferece apenas a correção pelo IPC-Fipe, o que elevaria o valor para R$ 912.

Classificando a postura da administração como “absurda”, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) afirmou em nota que a categoria está disposta a “seguir até o fim” pelas reivindicações, mesmo com a criação de uma comissão pela reitoria para negociar o retorno às aulas.

*com informações dos portais Folha de SP e Estado de SP.

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