SRAG: 10 cidades da região oeste registram alta; Carapicuíba lidera com 56%

Embora os casos de mortes por SRAG tenham caído, cidades como Carapicuíba, Barueri, Itapevi, Cotia, Jandira e Santana de Parnaíba apresentaram aumento nos registros
SRAG registra alta na região oeste
Cidades da região oeste têm alta nos casos de SRAG (Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

Dez cidades que compõem a Região Oeste da Grande São Paulo registram aumento das notificações de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) durante o primeiro semestre de 2026. Entre os municípios com maior crescimento estão: Carapicuíba (+56%), Barueri (+41%), Vargem Grande Paulista (+38%), Santana de Parnaíba (+33%), Juquitiba (+33%), Embu das Artes (+32%), Itapevi (+27%), Jandira (+23%), Cotia (+17%) e Taboão da Serra (+3%).

No total, 13 dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo registraram aumento dos casos de SRAG em 2026. Além das cidades da região oeste, também tiveram crescimento Francisco Morato (+79%), Franco da Rocha (+74%) e Poá (+5%).

SRAG: aumento de casos nas cidades da região oeste

MunicípioVariação dos casos de SRAGCobertura vacinal contra influenza
Carapicuíba+56%40,76%
Barueri+41%50,11%
Vargem Grande Paulista+38%50,88%
Santana de Parnaíba+33%42,81%
Juquitiba+33%34,25%
Embu das Artes+32%48,99%
Itapevi+27%41,06%
Jandira+23%33,62%
Cotia+17%37,10%
Taboão da Serra+3%53,15%
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Casos graves tiveram queda

Apesar da alta dos casos de SRAG nas cidades da região oeste, o balanço geral da Grande São Paulo mostra redução dos casos graves de doenças respiratórias. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, foram contabilizados 11.406 casos de SRAG em 2026, contra 15.762 registrados no mesmo período de 2025, uma queda de 28%.

O número de mortes apresentou redução ainda mais expressiva. Os óbitos passaram de 1.625 para 520, representando diminuição de 68% em relação ao ano anterior.

Indicador20252026Variação
Casos de SRAG15.76211.406-28%
Óbitos por SRAG1.625520-68%
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

A SRAG reúne casos graves provocados por vírus respiratórios como influenza, covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR), que frequentemente exigem internação hospitalar.

SRAG: cobertura vacinal na região

Os dados estaduais indicam que a cobertura da vacina contra a influenza nos municípios da região oeste citados na pesquisa gira em torno de 43%.

Entre os menores índices estão Jandira (33,6%) e Juquitiba (34,2%). Já Taboão da Serra (53,1%), Vargem Grande Paulista (50,9%) e Barueri (50,1%) apresentam os percentuais mais elevados do grupo.

PosiçãoMunicípioCobertura vacinal (%)
1Taboão da Serra53,15%
2Vargem Grande Paulista50,88%
3Barueri50,11%
4Embu das Artes48,99%
5Santana de Parnaíba42,81%
6Itapevi41,06%
7Carapicuíba40,76%
8Cotia37,10%
9Juquitiba34,25%
10Jandira33,62%
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação continua sendo a principal medida para reduzir internações e mortes causadas por doenças respiratórias.

As vacinas contra influenza e Covid-19 seguem disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Já o imunizante contra o vírus sincicial respiratório é indicado para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. Para bebês prematuros, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza imunização passiva por meio de anticorpos específicos.

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Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação evita casos graves da doença (Divulgação/Prefeitura de Carapicuíba)

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