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Greve na USP: estudantes param atividades por tempo indeterminado

Os alunos da USP já haviam feito uma paralisação na terça- (14) em defesa das demandas e também em apoio à greve dos funcionários; confira
A medida foi aprovada na assembleia geral, convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme (Divulgação/USP)

Após paralisação na terça-feira (14), estudantes da Universidade de São Paulo (USP) decidiram, nesta quarta-feira (15), aderir à greve dos funcionários e paralisar suas atividades por tempo indeterminado.

A medida foi aprovada na assembleia geral, convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme e realizada no vão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP).

Com isso, alunos de cada instituto farão reuniões individuais para definir se seguem a posição ou não, nesta quinta e sexta-feira (16 e 17). Cursos como Química, Arquitetura e Urbanismo, Design e História, além do Instituto de Geociências (IGC-USP), já aderiram à greve.

Entre as reivindicações, os estudantes pedem melhores condições de permanência, com o aumento no valor das bolsas, e denunciam a qualidade dos serviços oferecidos nos restaurantes universitários. Nas últimas semanas, surgiram denúncias de refeições estragadas e com larvas servidas, especialmente na Faculdade de Direito. As unidades são terceirizadas.

Ao todo, 105 cursos nos campi do Butantã, da zona leste, do Largo do São Francisco, no Quadrilátero da Saúde, no centro, além dos campi do interior, aderiram ao ato de terça-feira. Para sinalizar o protesto, os alunos promoveram “piquetes” nos prédios dos institutos, empilhando mesas, cadeiras e outros objetos na entrada das salas de aula, para interditar a passagem.

Paralisação dos servidores da USP

Paralisação dos estudantes é também em apoio à greve dos funcionários, aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Reprodução/Redes Sociais/Republique e Reprodução/Redes Sociais/DCE USP)

Os alunos da universidade já haviam feito uma paralisação nesta terça-feira (14) em defesa das demandas e também em apoio à greve dos funcionários, aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que reivindicam reajuste salarial e benefícios oferecidos aos professores.

A medida, aprovada pelo Conselho Universitário em 31 de março, cria um pagamento adicional de R$ 4.500 voltado a docentes que assumirem projetos considerados estratégicos, como a oferta de disciplinas em inglês e ações de extensão.

A iniciativa já vinha sendo discutida há anos e foi promessa de campanha do atual reitor, Aluísio Segurado, que assumiu o cargo neste ano.

Ela terá impacto anual de R$ 238,44 milhões aos cofres da USP. Atualmente, o salário inicial de um professor-doutor na USP é de R$ 16.353,01 mensais. A bonificação representaria um acréscimo de 27,5% nesses vencimentos.

Votações nos institutos da USP

O Instituto de Química e a Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design já aderiram à greve (Divulgação/USP Imagens)

Durante a semana, outras unidades irão debater suas posições. Veja abaixo:

16/04

– Psicologia (Butantã).

– Instituto de Matemática e Estatística (IME).

– Instituto de Oceanografia (IO).

– USP São Carlos.

– Letras.

– Escola Politécnica (POLI).

– Geografia.

– Enfermagem.

– Ciências Sociais.

17/04

– Instituto de Relações Internacionais (IRI).

– ⁠Farmácia (Butantã).

– Biologia.

– Departamento de ⁠Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional (FOFITO).

– ⁠Escola de Comunicações e Artes (ECA).

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