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Franchising: setor cresce 8% em Osasco, com lucro superior a R$ 410 mi

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Já no Estado de São Paulo, no mesmo período, o faturamento cresceu 9,7% (Divulgação)

Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o segmento cresceu 8% no 3º trimestre de 2025, com faturamento de R$ 410.333.440,00. Já no Estado de São Paulo, no mesmo período, o faturamento cresceu 9,7%, chegando a R$ 26.078.509.769,84.

Já o mercado de franquias brasileiro registrou crescimento nominal de 10,8% no acumulado dos últimos doze meses, e de 9,1% no 3º trimestre, aponta a Pesquisa Trimestral de Desempenho realizada pela ABF. Esse período teve a combinação de fatores positivos – menor inflação, elevada taxa de emprego e melhora nos índices de confiança) e negativos (juros elevados e restrição de crédito -, com alavancas positivas dentro do setor, especialmente a demanda por serviços, o interesse nas áreas de lazer, entretenimento e turismo, somadas à busca das redes por ajustes operacionais e eficiência.

Com isso, o faturamento do setor de franchising avançou de R$ 264,874 bilhões para R$ 293,535 bilhões no período referente aos doze últimos meses. Já no 3º trimestre, em comparação ao mesmo período do ano passado, o lucro foi de R$ 76,607 bilhões.

“O sistema de franquias alia inovação, capacidade de adaptação em cenários adversos e força coletiva, o que está refletido nesse crescimento do terceiro trimestre deste ano. Crescemos acima da média do varejo e mantivemos nossa trajetória de longo prazo, apoiada em ganhos de eficiência na gestão, no fortalecimento das operações existentes e na capacidade de entregar valor ao consumidor”, afirma Tom Moreira Leite, presidente da Associação Brasileira de Franchising.

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Franchising: mais de 1,7 milhão de empregados

A pesquisa da ABF também mostra que as redes de franquias empregam diretamente 1,747 milhão de pessoas no 3º trimestre deste ano. O desempenho do setor corrobora com os resultados do estudo do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) e pela Datrix. A pesquisa mostra que 78% dos entrevistados têm visão positiva das franquias, índice que cresce após esclarecimentos sobre o modelo de negócios. A nota média do setor foi de 7,8 (em escala de 0 a 10).

Entre os elementos mais reconhecidos pelos consumidores no setor de franchising estão: Geração de empregos (79%), Contribuição ao desenvolvimento econômico (90%) e Apoio a pequenos empreendedores (87%). Além disso, 61% dos brasileiros afirmam confiar mais em produtos e serviços de marcas franqueadas, e a imensa maioria, 93%, relata satisfação com as experiências de consumo.

O estudo sobre franchising conclui que o setor de franquias atua como um “motor de desenvolvimento econômico e social”, responsável por gerar renda, fortalecer o empreendedorismo e ampliar oportunidades em todas as regiões do País.

A expansão das redes de franquias também avançou no trimestre. O saldo de novas operações resultou em 4.644 delas frente ao mesmo intervalo de 2024, totalizando 200.152 operações de franchising em todo o Brasil.

Segmentos crescem na totalidade

Todos os 12 segmentos do franchising registraram crescimento do faturamento no 3º trimestre de 2025. O maior avanço foi registrado em Limpeza e Conservação, com 14,5%. O setor de franchising se destacou pela transformação habitacional, especialmente nas grandes cidades, com a opção das pessoas por lares mais compactos e ambientes reduzidos; escassez de mão de obra, com aumento da contratação de serviços externos especializados, e pela mudança de comportamento do consumidor, que busca por praticidade e experiências de maior qualidade no serviço.

Saúde, Beleza e Bem-Estar vem na 2ª posição, com faturamento 13,1% maior. O desempenho positivo refletiu o aumento do poder aquisitivo e da massa salarial dos trabalhadores, ainda que moderado, a maior flexibilidade na rotina das pessoas, que facilita o acesso a serviços de estética, cuidado e prevenção e a tendência crescente de autocuidado, associada à busca por qualidade de vida.

Já Alimentação – Comércio e Distribuição registrou o terceiro maior aumento, de 12,7%. O segmento foi beneficiado pela desinflação, que elevou as margens das redes e aliviou o bolso do consumidor; e pelo orçamento familiar mais direcionado ao consumo fora do lar, após a recomposição parcial da renda. A dinâmica do mercado de trabalho, com maior retorno ao presencial e maior circulação de pessoas, também influenciou no resultado no período.

Na sequência, os setores de Entretenimento e Lazer (11,8%), e Hotelaria e Turismo (9,1%).

“Os segmentos que mais cresceram traduzem mudanças estruturais no comportamento do consumidor brasileiro, evidenciando a capacidade das redes de inovar, ajustar modelos e responder rapidamente às novas necessidades e expectativas da população. Esse movimento demonstra que o setor está não apenas atento às transformações do mercado, mas preparado para capturar oportunidades em diferentes áreas, fortalecendo sua presença e relevância em todo o País”, finaliza Leite.

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