EXCLUSIVO: Em entrevista ao Giro Noite, Igor Soares fala sobre covid-19, economia e defende abertura de igrejas

"Não consigo entender como o Ministério Público vai liberar jogo de futebol e quer proibir as pessoas humildes de terem acesso à palavra de Deus", criticou o prefeito de Itapevi durante a conversa
Na entrevista, prefeito afirmou que nenhum cidadão de Itapevi morreu aguardando por leitos ou sem oxigênio no município (Reprodução/Youtube)

Na última quinta-feira (9), o prefeito de Itapevi, Igor Soares (Podemos), concedeu uma entrevista exclusiva ao Giro Noite, programa de web tv que vai ao ar no portal do Giro de segunda a quinta, sempre às 18h. Na conversa com os jornalistas Vanessa Dainesi, João Felipe Cândido e Nanci Dainezi, o prefeito falou sobre a situação da pandemia no município, queda de arrecadação e abertura de igrejas, entre outros temas.

“A cidade de Itapevi é muito carente, e você não imagina o quanto as igrejas evangélicas são importantes nesse momento. Eu, particularmente, tenho um irmão que ficou oito dias em coma na UTI com covid. Posso dizer com propriedade o quanto a fé, a busca em Deus me ajudou a superar esses dias. Foi o que me segurou”, disse o prefeito, que na última segunda (5) publicou um decreto liberando a realização de cultos e celebrações religiosas na fase emergencial do Plano SP. De acordo com ele, as igrejas também têm um papel social fundamental. “Os pastores desenvolvem um grande trabalho social que muitas vezes o poder público não alcança (…) Não consigo entender como o Ministério Público vai liberar jogo de futebol e quer proibir as pessoas humildes a terem acesso à palavra de Deus”.


Igor Soares também falou sobre ações de combate ao coronavírus. “Inovamos e vimos que foi uma atitude certa contratar leitos da rede privada. Todas as cidades optaram por construir Hospitais de Campanha e nós vimos denúncias, coisas negativas e superfaturadas”, comentou. 
Soares criticou a falta de fiscalização sobre a iniciativa privada. “Existe um mercado do balcão para fora, que se aproveita muito, e os serviços de controle só conseguem ter olhos para as prefeituras, para os governos, mas às vezes o culpado está no meio empresarial, que combina um preço, que inflaciona muito os produtos, e nós ficamos reféns desse sistema que serve o serviço público”. 
O prefeito reiterou que a cidade está agindo para evitar a falta de leitos e de insumos. “Nenhum cidadão de Itapevi faleceu por falta de oxigênio, por falta de UTI”, afirmou.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

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