Duas propostas foram entregues nesta segunda-feira (1º) para a construção do túnel que ligará Santos ao Guarujá, no litoral paulista. O certame, marcado para sexta-feira (5), terá apenas dois concorrentes estrangeiros: a espanhola Acciona e o consórcio português Mota-Engil, que conta com participação da estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC).
Considerada a maior obra do Novo PAC, a intervenção está orçada em R$ 5,8 bilhões, sendo R$ 5,14 bilhões de recursos públicos, divididos entre União e governo paulista, e R$ 1,67 bilhão de aporte privado em regime de Parceria Público-Privada (PPP). O investimento inclui a construção, operação e manutenção do sistema. A concessionária vencedora terá 30 anos de contrato e poderá explorar a cobrança da tarifa de travessia, em valor próximo ao praticado nas balsas. A travessia deverá ser feita em apenas 1 minuto e meio.

A Acciona já atua em grandes obras de mobilidade, como a Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo, e construiu túneis de alta velocidade na Noruega e na Espanha. Já a Mota-Engil, em parceria com a CCCC, participa da construção da ponte Salvador–Itaparica e detém a brasileira Concremat desde 2017.
A disputa acontece após a desistência de grupos nacionais. A Novonor (antiga Odebrecht), que negociava parceria com a Queiroz Galvão, e a Andrade Gutierrez, que se uniria à italiana Webuild, não apresentaram propostas. O projeto era visto como chance de reabilitação no setor após os desdobramentos da Operação Lava Jato.
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