Empresa de lixo de Osasco integra Consórcio investigado pela Polícia Federal

PF investiga esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de limpeza urbana.

A empresa Corpus Saneamento e Obras, que integra o Consórcio Solução em Meio Ambiente (Soma) está sendo investigada pela Operação Descarte (desdobramento da Lava Jato). A Soma, que presta serviços de limpeza em São Paulo, estaria envolvida em um suposto esquema de lavagem de dinheiro com participação de agentes públicos da Prefeitura de São Paulo. 

De acordo com a Polícia Federal, a Soma (formado pelas empresas Cavo Serviços e Saneamento e Corpus Saneamento e Obras), desde que ganhou a licitação em 2011, já obteve R$ 1,1 bilhão do contrato com a Prefeitura de São Paulo. O contrato em vigor foi fechado na gestão de Gilberto Kassab (PSD) e mantido na gestão Fernando Haddad (PT). Os dois gestores também são alvo da investigação.

A Corpus Saneamento e Obras, atualmente, presta serviços para a Prefeitura de Osasco e de acordo com o Portal da Transparência, em janeiro de 2018 recebeu R$ 1.499.994,29 por serviços prestados ao departamento administrativo da Secretaria de Educação. Já em 2017, de acordo com diversos empenhos, foram pagos quase R$ 8 milhões em serviços prestados.

A Prefeitura de Osasco esclareceu em nota que a empresa Corpus presta serviços de roçagem, poda e remoção dos respectivos resíduos. A fiscalização é feita pelas Centrais Norte e Sul da Prefeitura e licitação foi realizada por meio de Pregão Presencial (nº 43/2014), contratação de empresa especializada em prestação de serviços de conservação de áreas.

Questionada a respeito do acompanhamento do trabalho da empresa, tendo em vista as irregularidades apontadas em Paulínia e São Paulo, a assessoria de imprensa afirmou que os serviços prestados em Osasco são devidamente fiscalizados e até a presente data não há nada que desabone a empresa.