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Dia da Mães 2022: vendas no varejo devem crescer 5%, revela SindiLojas

Data é considerada pelo comércio a segunda maior em faturamento e volume de vendas, com expectativa de recuperação de resultados pré-pandemia
Preço médio dos presentes para as mães será de R$ 100 (Francisco Cepeda/Giro S/A)

Segundo pesquisa do SindiLojas, sindicato que representa lojistas, mais de 70% dos empresários estimam vender 5% a mais no Dia das Mães de 2022. O sindicato ouviu mais mais de 300 lojistas e a expectativa é de que a data possa ser a primeira com alta de vendas desde a pandemia.

“As vendas devem crescer de 4% a 5%, resultado bastante satisfatório se compararmos com 2021, ano de pandemia”, reafirma David Rocha, superintendente do Osasco Plaza Shopping. Rocha enfatiza que a Páscoa já havia sido positiva e que o consumidor voltou a frequentar os centros de compras. “As sextas-feiras e sábados têm superado nossas expectativas”, destaca o executivo.

Produtos de confecção e eletrodomésticos estarão entre os mais procurados pelo consumidor, avalia Rocha. “Há opções desde as mais simples às mais sofisticadas”, afirma.

O Dia das mães é a segunda maior data comemorativa do País, atrás apenas do Natal.

David Rocha, superintendente do Osasco Plaza Shopping (Divulgação/Osasco Plaza Shopping)

Smartphones e portáteis
Fernando Baialuna, diretor de varejo da GfK Brasil, empresa especializada em inteligência de consumo e mercado, ressalta que este é o primeiro ano da retomada de operação da loja física, meio de compra mais importante na data. “Mesmo com o online, o comércio tradicional opera com pouca restrição, abrindo cenário favorável para os eletroeletrônicos, inclusive os portáteis, como pranchas e modeladores de cabelos”, ressalta Baialuna. Mas os smartphones estão no topo dos itens mais buscados, tem foco no sortimento de eletroeletrônicos portáteis, com disponibilidade em lojas físicas, como pranchas e modeladores de cabelo.

Estudo realizado pela GfK Brasil mostra que o Dia das Mães deve manter o mesmo comportamento de 2021, quando a data comemorativa foi a segunda mais rentável entre os principais períodos de sazonalidade do varejo, recuperando o volume de vendas pré-pandemia.

O diretor de varejo explica ainda que o fato da Copa do Mundo ser no fim do ano, abre uma grande margem para a busca de um mix de produtos mais variados. “Por ser um ano de Copa, há um interesse maior na troca das TVs de casa, que já poderia ser um movimento a ser sentido no Dia das Mães. Mas como os jogos só acontecem no final de novembro, o consumidor deve jogar essa compra para o segundo semestre, abrindo espaço para outros itens”, diz ele.

Baialuna destaca também a possibilidade de o consumidor comprar online e retirar na loja mais próxima. “Dessa forma, ele não precisa aguardar ou pagar taxa de entrega”, comenta o profissional.

Valores gastos
Os lojistas estimam que o preço médio dos presentes por pessoa será de, aproximadamente, R$ 100. Em relação à forma de pagamento, o cartão de crédito deve ser o preferencial dos clientes, seguido do cartão de loja, cheque parcelado, crediário, dinheiro, Pix e, por último, cartão de débito.

O consumidor volta a frequentar os shoppings da região, com maior movimento às sextas e sábados (Divulgação/Osasco Plaza Shopping)