Gritos, ofensas e até socos. Foi desta forma que terminou, na noite dessa quarta-feira, 19, a sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que votaria o Projeto que propõe a reforma da Previdência do Estado de autoria do governador João Doria. Com a confusão, a votação ficou para o dia 3 de março.
A primeira votação ocorreu na terça-feira, 18, e também foi marcada por debates acalorados devido a opiniões divergentes sobre o tema. Dos cinco representantes da região, três votaram favoráveis a propostas, são eles: Ataide Teruel (Pode), Cezar (PSDB) e Gilmaci Santos (Republicanos). Os outros dois – Emidio de Souza (PT) e Bruno Lima (PSL) – votaram contra a reforma proposta por Doria.
Nessa quinta-feira, 20, alguns deputados se manifestaram sobre o clima quente dos debates. Todos se dizem contra agressões. Em um dos vídeos, que parou nas redes sociais, deputados estaduais da região aparecem ‘discutindo’ sobre clima quente da sessão, entre eles, estão: Emidio de Souza (PT/Osasco) e Gilmaci Santos (Republicanos/Cotia). Ao fundo é possível ouvir a voz do deputado Arthur do Val (Patriotas), conhecido como Mamãe Falei provocando o deputado Teonilio Barba (PT) que acompanhava a conversa dos demais colegas. Porém, irritado Barba acabou partindo para cima de Mamãe Falei. Após a tentativa de alguns socos Barba foi segurado pela “turma do deixa disso”.
Essa não foi a única discussão registrada na sessão que foi marcada por muito bate-boca. Funcionários do estado acompanhavam a tentativa de votação e passaram a revidar as ofensas ditas pelo parlamentar Mamãe Falei. Houve muito tumulto e por diversas vezes a sessão foi interrompida.
Nas redes sociais, o deputado de Osasco, Emidio de Souza (PT) lamentou o ocorrido na sessão. “Hoje não houve votação apenas intervenções. Foi uma sessão muito tensa e cheia de acusações e até de desrespeito com as pessoa que vieram acompanhar os trabalhos, mas, no final de tudo conseguimos chegar um acordo e a votação ficou para o dia 3 de março”, disse pedindo a mobilização dos servidores. “Acredito que é o momento de conversar com o seu deputado e mostrar o impactos negativos que essa reforma traz para a vida do trabalhador. Então, temos duas semanas para mobilizar e convencer, com argumentos, os deputados a votarem contra a reforma do Doria”, disse.
Outro que se manifestou contra as agressões e xingamentos em plenário foi o deputado Ataíde Teruel (Pode). “Inconcebível que Deputados que deveriam estar promovendo um debate técnico, analisando todos os ângulos da reforma em benefício da população Paulista, desandem para a demagogia ideológica, troca de insultos e até agressão física daqueles que não concordam com seus pontos de vista”, disse pedindo que o fato não se repita. “É lamentável que uma Casa de Leis como nossa Assembleia tenha que abrigar semelhantes maus exemplos que, espero que não se repitam nas próximas sessões plenárias e sejam devidamente avaliados por nossa Comissão de Ética”, finaliza.






