A deputada federal, Renata Abreu (Pode) e o deputado estadual, Emidio de Souza (PT), utilizaram suas redes sociais, na manhã desta sexta-feira, 17, para criticar a postura de Roberto Alvim, que comandava a secretaria especial de Cultura do governo do presidente Jair Bolsonaro. Ele acabou exonerado do cargo, nesta sexta-feira, após utilizar frases de um discurso nazista durante um pronunciamento oficial da pasta.
Renata Abreu, que é presidente nacional do Podemos, disse ser assustador em pleno ano 2020 um secretário fazer um discurso parafraseando o chefe da propaganda nazista. “Simplesmente assustador! Erros do passado jamais poderiam ser propagados. Não compactuamos do antissemitismo, por isso repudiamos a fala do secretário. O que dirá o povo que esteve na linha de frente do extermínio desta cultura genocida? Continuará apoiando este governo com ideias de propaganda nazistas?”, diz a publicação que ainda criticou a “inspiração” usada pelo secretário. “A política brasileira com inspiração no nazismo?”, completa.
O deputado estadual, Emidio de Souza, também repudiou o comportamento do agora, ex-secretário de Cultura. “É inadmissível um governo cultuar o nazismo. Meu repúdio a esse ato. Não podemos aceitar que a cultura seja usada para incentivar o ódio, a intolerância e a violência”, garante o parlamentar.
A polêmica envolvendo Roberto Alvim surgiu após um vídeo ser divulgado para anunciar o Prêmio Nacional das Artes, projeto no valor total de mais de R$ 20 milhões. Na gravação, Alvim copiou uma citação do ministro de propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels. “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, discursou Alvim.
Segundo o livro “Goebbels: a Biography”, de Peter Longerich, o líder nazista afirmou em discurso o seguinte: “A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”






