Uma novela mexicana. É desta forma que pode ser classificada a crise que afeta do PSDB de Osasco. Agora, o racha entre as lideranças ganhou novo capítulo, após um pedido de intervenção feito ao diretório estadual onde é solicitada a troca dos integrantes da executiva municipal, entre eles, a troca do presidente do diretório, hoje comandado pelo ex-prefeito de Osasco, Sila Bortolosso.
No pedido de intervenção, o vereador Dr. Lindoso alega que a executiva não avaliou, de forma correta, quatro denúncias de traição ao PSDB, cometidos na eleição de 2018, quando o então governador João Doria disputava ao cargo. A denúncia aponta que nomes ligados ao partido apoiaram a campanha do adversário, o ex-governador Márcio França (PSB). Entre os denunciados está José Carlos Vido, que é secretário na gestão do prefeito Rogério Lins.
Ao Giro S/A, Sila Bortolosso, atual presidente da sigla, afirma que ainda não foi notificado sobre o assunto, mas que já conversou com integrantes do diretório estadual. “Até agora não fomos notificados. Então, sigo no cargo e aguardo receber algo”, explica revelando que se houver a intervenção pretende recorrer. “Se o partido quiser intervir em Osasco nós vamos recorrer. Em um primeiro momento vamos buscar a executiva nacional e depois verificar, dentro da Lei, o que pode ser feito para garantir nosso direito. Vamos fazer o caminho correto”, completa.
Silas afirma que todo o processo seguiu os trâmites exigidos pelo estatuto do partido. “Foi apresentada a denúncia contra esses filiados. Esse processo ficou quase um ano no diretório estadual e eles devolveram para Osasco. Então, encaminhei o processo ao Conselho de Ética que julgou improcedente a denúncia, diante disso, acabei a decisão do conselho e os integrantes não foram expulsos. O Vido, por exemplo, foi fundador do partido e um dos coordenadores do evento que recebeu Doria em Osasco”, lembra acrescentando que foi eleito democraticamente pelos integrantes do partido. “Quero pontuar que não fui colocado no cargo. Fui eleito democraticamente pelos filiados do partido e acredito que estou em um partido que prioriza e respeita a democracia”, dispara.
O presidente da legenda em Osasco explicou ainda que a medida veio após a executiva não aceitar a imposição de um nome e defender a realização de prévias. “Isso está acontecendo, pois não aceitamos a imposição de cima para baixo. Defendemos um processo democrático. Não somos contra alguém desejar ser candidato e nem contra o nome do Lindoso, mas é necessário passar por todo o processo e levar para votação dos filiados e dos demais integrantes do partido. Até nosso governador defende as prévias. Não pode ser conquistado no grupo, acho que ele deve começar tentando conquistar os filiados do partido e as demais lideranças que compõem o PSDB de Osasco e não da forma como está fazendo”, finaliza.






