Em uma coletiva de imprensa extraordinária, realizada hoje, terça-feira (26), no Palácio dos Bandeirantes, o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou o envio de insumos da China até o dia 3 de fevereiro.
O material será utilizado para a produção de mais 8,6 milhões de doses da vacina CoronaVac pelo Instituto Butantan. Doria veio a público esclarecer que o governo do estado já estava desde maio de 2020 em contato com o governo chinês para que isso efetivamente se concretizasse, e que o contrato com o Ministério da Saúde do governo federal só foi realizado há apenas duas semanas.
“Toda a viabilidade da vacina foi suportada pelo governo do estado de São Paulo e pelo Instituto Butantan, pois somos em prol de mais vacinas, pela ciência e pela vida”, declarou Doria.
O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, participou do encontro diretamente da sede da Embaixada na Brasília (DF) por videoconferência. Ele disse que o Brasil é um país importante e um parceiro de grande significado para a China.
“Mantemos uma relação amistosa tradicional entre os dois países, incluindo o estado de São Paulo. Os avanços significativos da cooperação da Sinovac e o Instituto Butantan evidencia atitude científica e rigorosa dos pesquisadores de ambos os países, neste momento em que a CoronaVac está sendo aplicada em todo o Brasil. Isso demonstra que a nossa cooperação beneficia não só os paulista como o povo brasileiro”, declarou. O embaixador disse ainda que o governo chinês gostaria de consolidar as cooperações entre as duas partes, já que a situação da pandemia é incerta e haverá demanda urgente e de longo prazo pelas vacinas. “A parte chinesa está disposta a manter e apoiar em conjunto a parceria entre Sinovac e o Butantan, de modo que contribua para o controle da pandemia”, reforçou.
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, confirmou o envio de 5,4 mil litros de insumos para a produção de vacinas que deverão chegar ao Brasil no dia 3 de fevereiro. Ele também disse que a fabricação das vacinas cumprem um ciclo de 20 dias para a produção, desde a chegada de insumos até a sua finalização. “Na sequência, há outro volume de 5,6 mil litros que está processo avançado de liberação, totalizando 11 mil litros, para a produção de vacinas”, destacou.










