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Conta de luz vai pesar no bolso: junho começa com bandeira vermelha

Entenda melhor qual o impacto na sua conta de luz em números, além de dicas para economizar energia
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Com a decisão, os consumidores continuarão sem cobrança adicional na conta de luz. (Arquivo Jornal Giro)

Entenda melhor qual o impacto na sua conta de luz em números, além de dicas para economizar energia

Prepare-se para evitar as luzes acesas sem necessidade em junho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a Bandeira Vermelha, patamar 1, foi acionada para o mês. Isto significa um aumento no custo da energia para os consumidores. Haverá a cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kW/h consumidos.

Diante do cenário de afluências* abaixo da média em todo o País, indicado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), projeta-se uma redução da geração hidrelétrica em relação a maio. Com isso, fontes mais onerosas precisam ser acionadas, como as usinas termoelétricas, elevando os custos de geração de energia elétrica.

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Conta de luz: como economizar

Confira sete dicas para economizar energia elétrica e evitar que a conta de luz seja mais onerosa:

  • Tire os aparelhos da tomada; muitos continuam consumindo energia mesmo desligados, no chamado modo “standby”. É o caso de TVs, computadores, micro-ondas e carregadores. Desligue-os da tomada quando não estiverem em uso;
  • Evite horários de pico. O consumo de energia entre 18h e 21h é mais alto e a sobrecarga no sistema pode sair mais cara. Se puder, lave roupa ou use outros eletrodomésticos fora desse intervalo;
  • Na hora de utilizar a máquina de lavar, acumule roupas e lave tudo de uma vez. Evite usar ciclos longos desnecessariamente e prefira a secagem natural ao varal, em vez da secadora;
  • Na hora de comprar um novo eletrodoméstico, verifique se ele possui o Selo Procel de Eficiência Energética. Equipamentos com classificação “A” consomem menos luz e ajudam na economia a longo prazo;
  • Aproveite ao máximo a luz natural. Abra janelas e cortinas durante o dia. Evite acender lâmpadas quando não for necessário. Isso reduz o consumo e ainda melhora o ambiente da casa;
  • Troque as lâmpadas por LED, que consomem até 80% menos energia que as incandescentes, além de terem vida útil muito mais longa; e
  • Regule a temperatura do ar-condicionado. Mantenha a temperatura entre 23°C e 25°C, ponto ideal para conforto e economia. Cada grau a menos aumenta significativamente o consumo.
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Fontes mais onerosas de geração de energia, como as termoelétricas, podem ser acionadas (Divulgação/Ministério de Minas e Energia)

Controle mensal do consumo

O seu gasto mensal pode ser acompanhado por meio dos aplicativos ou ferramentas das próprias distribuidoras de energia elétrica. Você pode identificar picos de consumo e, assim, agir para diminuir o consumo de luz.

E, claro, sempre fique atento às mudanças na bandeira tarifária e adote medidas para evitar sustos no fim do mês.

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Ações também ajudam na preservação do meio ambiente (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Sobre as bandeiras

Criado em 2025 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias indica, aos consumidores, os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

Ao saber que a bandeira está vermelha, o cidadão pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta de luz. Pela regra anterior, que previa o repasse somente nos reajustes tarifários anuais, o consumidor não tinha a informação de que a energia estava cara naquele momento e, portanto, não tinha um sinal para reagir a um preço mais alto.

A economia de energia contribui ainda para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico.

Saiba quanto custa cada cor:

  • Bandeira verde – condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido.
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Afluência – quantidade de água que chega aos reservatórios das usinas hidrelétricas.

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