Suspensa. Essa foi à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a reintegração de posse, marcada para esta quarta-feira (13), na Vila Municipal em Carapicuíba. A decisão, em caráter liminar, foi conquistada após pedido da Defensoria Pública alegar que as 400 famílias, que vivem no local, não possuem um lugar para morar.
Segundo o processo, o prazo final para a desocupação voluntária do local era em 31 de março. Já nesta quarta-feira (13), aconteceria a remoção das famílias que permaneceram de forma coercitiva. A reintegração está prevista para desocupar uma parte do terreno onde será construída nova ponte, que deve garantir mais fluidez ao trânsito na região próximo ao centro de Carapicuíba.
O objetivo do governo do estado de São Paulo, que vai executar a obra, é contemplar essas famílias com apartamentos do CDHU que devem ser construídos em um terreno próximo ao Fórum de Carapicuíba. Porém, enquanto as unidades não são construídas, as 400 famílias seriam beneficiadas com auxílio aluguel no valor de R$ 400, valor que é considerado, pelas moradores, insuficiente para a locação de um novo imóvel.
Na sexta-feira (8), os moradores fizeram manifestação em frente ao gabinete do prefeito Marcos Neves (PSDB), pedindo a suspensão da reintegração de posse de casas onde moram há 30 anos.







