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Candidatos não aceitam perder na urna, diz Franco

Juiz eleitoral cassa candidatura de Franco, mas prefeito eleito alega que irá reverter decisão no TRE​
Justiça} Prefeito eleito recorrerá ao TRE

A eleição de Cotia ganhou um novo capítulo. A Justiça Eleitoral da cidade determinou na última semana a cassação do registro do candidato eleito Rogério Franco (PSD) e do vice Almir Rodrigues (PSDB), alegando abuso do poder político.

Franco minimizou a decisão e alega que não houve irregularidade. “Não me​ causa preocupação, sequer fui intimado para a audiência. Foi uma surpresa essa decisão do juiz e vamos deixar nosso jurídico cuidar disso”, afirmou o pessedista.

Franco nega irregularidade

A ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) contra Franco e Almir, além do atual prefeito Carlão Camargo (PSDB), foi pedida pela coligação do ex-prefeito Quinzinho Pedroso (PSB), principal adversário do vereador.

A coligação alegou que houve abuso do poder da prefeitura para beneficiar Franco, com pressão sobre funcionários. O juiz eleitoral Sérgio Augusto Duarte Moreira julgou procedente.

O prefeito eleito rebate afirmando que há uma tentativa de judicializar sua vitória. Franco teve 39 mil votos e Quinzinho 38 mil. “Isso acontece, tem muitas denúncias, infelizmente, e a política tem dessas coisas, com candidatos que não aceitam perder na urna”, afirmou.​

Durante a campanha, o juiz Sérgio Augusto Duarte Moreira também indeferiu o registro de Quinzinho Pedroso (PSB), por conta do ex-prefeito ter tido contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas. Quinzinho recorreu e conseguiu reverter a decisão no TRE.

Cenário
Região se acostuma com batalhas na Justiça

O caso de Cotia é apenas mais um entre várias batalhas judiciais que têm ocorrido na Justiça Eleitoral, por conta das eleições. Franco irá recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) e a ação pode até chegar em Brasília no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso não surtam efeito, a cidade teria de ter uma nova eleição. Nos últimos anos, outros casos marcaram a região. Em Osasco, Celso Giglio (PSDB) teve o registro barrado duas vezes, em 2012 e 2016, e seus votos anulados. Em Santana de Parnaíba, uma eleição adicional foi realizada em 2013, após o afastamento de Marmo Cezar (PSDB), eleito em 2012. Em Barueri, uma ação de investigação eleitoral chegou a ameaçar o mandato do prefeito Gil Arantes (DEM), mas a Justiça Eleitoral decidiu a favor do democrata.