Candidatos garantem que herdaram votos de Giglio

Na eleição deste ano,candidatos a deputado estadual de Osasco tentaram angariar votos do “legado de eleitores” do Celso Giglio (PSDB), que morreu em julho de 2017. Giglio foi prefeito de Osasco por dois mandatos e deputado estadual por quatro vezes. Na eleição de 2014, ele foi reeleito com 76.471 votos, sendo, 55.001 de Osasco.

Entre os nomes que “brigavam” pelo legado político de Giglio, três são destaques: o vereador Dr. Lindoso (PSDB), o ex-vereador Cláudio Piteri (PPS) e o ex-prefeito de Osasco Francisco Rossi (PR). Nenhum deles foi eleito.

Lindoso se filiou ao PSDB em 2016. Na eleição deste ano, obteve 30.457 votos, sendo 15.867 de eleitores de Osasco. “Certamente, parte veio do legado do Dr. Celso. Essa onda do Bolsonaro fez com que muitos candidatos que tiveram menos votos que eu fossem eleitos, então, essa questão prejudicou um pouco.”

Rossi, que foi o “padrinho político” de Giglio quando o fez seu sucessor na prefeitura de Osasco, em 1994, conquistou 24.553 votos, sendo 18.494 na cidade.

Já Cláudio Piteri que pertenceu, até meados de 2016, ao grupo de Giglio, alcançou 24.961 votos, sendo 7.729 em Osasco. “Nosso eleitorado é semelhante, então, é natural que parte dos votos viesse do legado do Giglio“, garante, afirmando que a transferência foi prejudicada pelos eleitores do Bolsonaro. “Muitos eleitores preferiram votar na chapa completa do Bolsonaro, mas estou satisfeito com o resultado”, disse.