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Câmara de Barueri aprova campanha antirracismo no esporte

Texto aprovado prevê a promoção e divulgação de campanhas educativas de combate à discriminação racial e de atendimento às vítimas durante os eventos
Proposta seguiu para análise do prefeito Rubens Furlan após aprovação na Câmara de Barueri (Marco Miatelo/CMB)

Texto aprovado prevê a promoção e divulgação de campanhas educativas de combate à discriminação racial e de atendimento às vítimas durante os eventos

Os vereadores da Câmara de Barueri aprovaram o Projeto de Lei 53/2023, que prevê a criação de uma política pública de combate ao racismo em competições esportivas realizadas na cidade. A medida tem por finalidade “implementar ações para que estes ambientes sejam espaços saudáveis, acolhedores e educativos para todos”. Após aprovação, o PL seguiu para sanção do prefeito Rubens Furlan (PSB)

O texto aprovado prevê a promoção e divulgação de campanhas educativas de combate à discriminação racial e de atendimento às vítimas a ser realizado antes e durante os eventos. O PL também propõe que funcionários e prestadores de serviços envolvidos nos eventos recebam treinamento e instrução sobre condutas criminosas, além de determinar a criação de medidas de acolhimento e auxílio às vítimas.

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O “Protocolo de Combate ao Racismo”, criado pela legislação aprovada pelos vereadores, permite que qualquer cidadão informe autoridades sobre condutas discriminatórias nos eventos esportivos, para que o responsável pela organização da competição seja notificado e fique encarregado de registrar um boletim de ocorrência o mais rápido possível. Se necessário, ele poderá também pedir ao árbitro a interrupção da partida pelo tempo necessário.

Barueri: vereador lamenta casos de racismo no esporte

Câmara de Barueri aprova campanha antirracismo no esporte
Vereador Leandrinho Dantas foi autor do projeto de antirracismo (Marco Miatelo/Câmara de Barueri)

Ao defender a aprovação do projeto na tribuna da Câmara, o parlamentar pontuou alguns casos envolvendo atletas brasileiros dentro e fora do Brasil. “Infelizmente, casos de racismo estão se proliferando em estádios de todo o mundo. Em 2014, foi bastante noticiada a denúncia do goleiro Aranha sobre ofensas raciais que ele recebeu em uma partida de futebol em Porto Alegre. Recentemente tivemos também casos com o Vinícius Júnior, um dos mais conhecidos jogadores de futebol do mundo, que foi vítima reiteradas vezes de racismo explícito durante partidas de futebol no Campeonato Espanhol e na Champions League”, completou.

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Câmara de Barueri: campanha antirracismo

O parlamentar apontou ainda que somente com a criação de política públicas, punições e outros protocolos combaterão o racismo “Fatos como estes mostram a necessidade da criação de políticas de combate ao racismo em estádios e arenas esportivas, bem como a criação de protocolos de atuação em casos de condutas racistas”, justificou Leandrinho.

Recorde o caso de racismo contra o jogador Vinícius Júnior

Em maio, o jogador brasileiro, Vinícius Júnior, do Real Madrid, foi vítima de racismo durante uma partida de futebol contra o Valencia. Os insultos aconteceram desde o apito inicial e se estenderam por toda a partida. Das arquibancadas, os “torcedores” chamavam o atleta brasileiro de “macaco”. A cena foi transmitida para o mundo todo, que acompanhou a inexistência de ação de árbitro e outros integrantes do futebol espanhol que não tomaram medidas para impedir as agressões ao brasileiro.

Câmara de Barueri aprova campanha antirracismo no esporte
Jogador Vini Jr, durante jogo no Estádio Santiago Bernabéu (Reprodução Instagram)

 após todo tipo de ofensa, o camisa 20 do Real Madrid chegou a apontar quem eram as pessoas que começaram os coros contra ele, mas nada foi feito. Para completar, o jogador ainda terminou expulso por ter agredido com um soco o jogador adversário – Vinícius teria sido vítima de um “mata-leão”.

Mas a perseguição ao jogador brasileiro não é fato recente. Constantemente, o atleta tem sido alvo de xingamentos. Em janeiro deste ano, um boneco com a camisa do craque enforcado foi colado em uma ponte em Madri.

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